Ministro de Finanças da Grécia promete corte de impostos

Em mais um dia de greve, Gikas Hardouvelis também defendeu equilíbrio e planejamento na política fiscal

O Estado de S.Paulo

10 de julho de 2014 | 02h03

ATENAS - O ministro de Finanças da Grécia, Gikas Hardouvelis, reafirmou ontem que o governo vai gradualmente eliminar certos impostos e continuar reduzindo a tributação. Em uma conferência na capital, ele disse que a política fiscal precisa ser bem planejada e equilibrada, enquanto os orçamentos precisam ser "proporcionais e corretos".

Os comentários de Hardouvelis estão em linha com declarações recentes do primeiro-ministro grego, Antonis Samaras, que prometeu reduzir impostos em 2015 e abolir certas tarifas que não atingiram os objetivos previstos. Segundo fontes, o representante grego foi alertado durante a reunião do grupo de ministros de Finanças da zona do euro, na segunda-feira, de que o governo deveria esperar a resolução de questões fiscais importantes antes de anunciar essas reduções tributárias.

Mesmo assim, Hardouvelis reiterou ontem que "mudanças cruciais na taxação e administração tributária serão adotadas".

Representantes da chamada troica de credores internacionais - formada por Comissão Europeia, Banco Central Europeu (BCE) e Fundo Monetário Internacional (FMI) - devem chegar a Atenas nos próximos dias para uma análise informal do progresso do país em relação às metas estabelecidas no programa de resgate. Entretanto, a próxima avaliação formal deve começar em setembro.

A Grécia tem contado com empréstimos de resgate do FMI e outros países da zona do euro depois de quase ir à falência em 2010. Em troca, o país teve de reformular a sua economia, reduzir o setor público, cortar gastos e aumentar os impostos.

Greve. Os trabalhadores do setor público da Grécia começaram ontem uma greve de 24 horas e suspenderam grande parte das atividades em hospitais estatais, aceitando apenas casos de emergência, para protestar contra as políticas de austeridade impostas em troca do programa de resgate do país.

A greve não afetou o transporte público, embora algumas estradas em Atenas tenham sido brevemente fechadas para um protesto. / DOW JONES NEWSWIRES

Tudo o que sabemos sobre:
greciazona do euro

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.