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Ministro de Minas e Energia muda versão sobre apagão

Eduardo Braga reconhece que o equipamento apontado como a razão do problema da linha de transmissão Norte-Sul no dia 19 de janeiro já estava danificado há mais de um mês

Bernardo Caram, Eduardo Rodrigues, O Estado de S. Paulo

29 de janeiro de 2015 | 22h37

O ministro de Minas e Energia (MME), Eduardo Braga, mudou nesta quinta-feira a versão apresentada pelo governo para explicar as causas do apagão que atingiu o País no dia 19. O ministro reconheceu que o equipamento apontado como a razão do problema da linha de transmissão Norte-Sul já estava danificado há mais de um mês.

Braga afirmou que o banco de capacitores da subestação Gurupi, em Tocantins, estava desligado. Esse equipamento apresentou problemas, pela primeira vez, em outubro do ano passado, e havia registrado outra intercorrência em dezembro. Isso resultava na restrição das transferências de energia do Norte para o Sudeste. “O banco de capacitores estava fora de funcionamento, por isso tínhamos de reduzir em 700 megawatts a capacidade de eletricidade que passa naquela linha. Mas, de acordo com o ONS, vários outros sistemas de proteção agiram indevidamente nas usinas que foram desligadas.”

Questionado sobre a demora no conserto do equipamento, que só voltou a operar na segunda-feira, Braga disse que não comentaria problemas que começaram na gestão anterior do ministério. Os dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) apontam, no entanto, que, no dia 19, faltou energia para atender ao pico de demanda registrado no Sudeste.

O ministro disse que participará nesta sexta-feira, no Rio de Janeiro, de reunião do conselho do ONS, na qual deve ser apresentado o relatório sobre a investigação das causas do apagão. De acordo com Braga, o secretário executivo do MME, Márcio Zimmermann, e representantes da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) também participarão da reunião.

Braga disse ainda que o governo negocia com um pool de bancos o alongamento do prazo para pagamento dos empréstimos para as distribuidoras que, somados, chegam a R$ 17,8 bilhões e serão cobrados dos consumidores. Segundo ele, a proposta é aumentar o prazo de 24 para 48 meses. “Se alongarmos o pagamento, isso diluirá os juros ao longo de mais tempo.” 

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