ANDRE DUSEK/ESTADAO
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Ministro defende reajuste de servidores e pede 'compreensão'

Chefe do Planejamento, Dyogo Oliveira afirmou que governo não pode voltar atrás no que foi acordado e argumentou que reajustes ficaram abaixo da inflação em anos anteriores

Adriana Fernandes, Idiana Tomazelli, Anne Warth e Eduardo Rodrigues, O Estado de S.Paulo

31 de agosto de 2016 | 20h27

BRASÍLIA - O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, fez uma enfática defesa da manutenção dos acordos de reajustes salariais negociados com funcionários públicos. Segundo ele, o governo não pode "rasgar" os contratos. 

Segundo ele, os servidores tiveram uma perda salarial nos últimos anos porque os reajustes ficaram abaixo da variação da inflação. "A inflação se aplica para todos", disse. Ele enfatizou que os reajustes que foram aprovados se alinham com a inflação projetada para os próximos anos. 

Oliveira pediu uma "compreensão" em relação ao reajuste dos servidores. "É compreensível que haja os questionamentos sobre os reajustes nesse momento de dificuldade. Mas o Estado não pode rasgar contratos que foram assinados e são resultado de negociações longas", afirmou ele. 

O ministro enfatizou que a opção de romper esses acordos também geraria grandes transtornos para a população. "É muito fácil falar, mas é difícil dizer que não vamos respeita os acordos", argumentou. (Adriana Fernandes, Idiana Tomazelli, Anne Warth e Eduardo Rodrigues)

O ministro disse ainda que o governo respeita as regras atuais para as despesas com saúde e educação no projeto de Orçamento da União para 2017. Segundo ele, as despesas totais com saúde serão de R$ 120,2 bilhões, passando de R$ 112,4 bilhões em 2016 para R$ 115,5 bilhões, mais R$ 4,7 bilhões em emendas de parlamentares. Já as despesas com educação vão aumentar de R$ 75,7 bilhões para R$ 84 bilhões. 

A capacidade de execução do PAC, ainda de acordo com ele, será mantida constante em 2016. Ele destacou, no entanto, que não será por meio do Orçamento que os investimentos vão movimentar a economia. Segundo ele, essa não é a diretriz, mas sim o crescimento das parcerias com o setor privado. 

Junto com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, o chefe do Planejamento participou nesta quarta-feira, 31, da divulgação do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2017, que estabelece as bases do Orçamento do próximo ano. 

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