Ministro descarta aumento da mistura de álcool à gasolina

O ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, afastou a possibilidade de o governo aumentar a mistura, hoje em 25%, do álcool anidro à gasolina pelo fato de ela ser determinada por uma lei. "O limite máximo previsto em lei é de 25%. Não existem razões lógicas para se preocupar muito com os excedentes de álcool", disse Rodrigues, durante visita à Feira de Negócios da Agroindústria Sucroalcooleira (Feicana), em Araçatuba, interior de São Paulo. De acordo com ele, os dados disponíveis apontam um aumento da área plantada de cana-de-açúcar que traria aumento na produção de cana de 9% a 10%. No entanto, segundo o ministro, as condições climáticas não foram favoráveis ao canavial e pode-se imaginar uma quebra na produção de 5%. "Além disso, haverá uma postergação do começo da safra porque a cana está curta e verde e será cortada mais tarde e o rendimento industrial cairá muito, cerca de 3%", disse. Rodrigues afirmou ainda que o crescimento da economia de até 4% e a chegada dos veículos flex fuel (bicombustível) ao mercado serão responsáveis pelo eventual excedente de produção. "No caso do açúcar, a redução da produção mundial de 3,5 milhões de toneladas e o aumento no consumo só na China de 1,5 milhão de toneladas serão fatores importantes para compensar a demanda", completou. Governo antecipará verba para estocagem de álcool Segundo o ministro da Agricultura o governo pensa em antecipar, para abril ou maio, a liberação dos recursos para a warrantagem (formação de estoques) do álcool combustível. No ano passado, os recursos foram anunciados em maio, mas só liberados no final de agosto. Rodrigues afirmou que o volume liberado para o financiamento, de R$ 500 milhões em 2003, pode aumentar neste ano. No entanto, o ministro não especificou valores. "Precisamos criar mecanismos de enxugamento do álcool no mercado via warrantagem para que não comecemos a safra com preços baixos. De fato demorou muito (a liberação dos recursos) no ano passado e trabalhamos para soltar mais cedo, já em abril ou maio. O preço pago hoje na usina é muito baixo e muito preocupante", afirmou Rodrigues.

Agencia Estado,

10 Março 2004 | 13h02

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.