Ministro descarta desonerações para o pré-sal

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, descartou ontem a possibilidade de o governo recorrer a novas desonerações como medida de política industrial para estimular a produção de equipamentos para atender à demanda para a exploração da camada de pré-sal. Segundo ele, o governo está levantando informações sobre a capacidade da indústria nacional de atender à demanda, como a produção de navios, sondas e tubulações.

Adriana Fernandes e Beatriz Abreu, O Estadao de S.Paulo

11 de setembro de 2009 | 00h00

"O pré-sal vai mobilizar grande volume de investimentos no País e incentivará uma cadeia produtiva longa, porque mobilizará vários setores", disse o ministro à Agência Estado.

"Temos de saber qual é a capacidade de produção que o Brasil tem para modelar os investimentos", disse ainda o ministro, reforçando a posição do governo: o benefício deve ter efeito multiplicador e atender à produção nacional. Mantega citou como exemplo a indústria naval.

O ministro explicou que o País já adota uma política industrial, baseada na redução de tributos para vários investimentos e dos juros praticados pelo BNDES. "O objetivo é dar prosseguimento a essa política", acrescentou. "A questão é que o pré-sal vai acrescentar um volume de investimento maior que o atual. Estamos fazendo uma matriz para saber em que medida o setor produtivo está capacitado para responder a essa demanda de investimento", disse.

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