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Ministro diz que França fará reforma tributária

O primeiro-ministro da França, Jean-Marc Ayrault, prometeu uma reforma tributária depois dos protestos contra o aumento de impostos ganharem impulso no país. "Eu acho que é a hora de ter mais transparência e inspecionar nosso sistema de taxas", disse Ayrault durante entrevista publicada no jornal Les Echos.

Agencia Estado

19 de novembro de 2013 | 10h37

Desde que assumiu o poder, em maio do ano passado, o governo socialista do presidente François Holland tem apostado fortemente no aumento de impostos para tapar buracos nas finanças públicas francesas. A estratégia, porém, não foi suficiente para o país cumprir as metas de redução do déficit fiscal e provocou também uma onda cada vez maior de protestos, forçando o governo a uma série de políticas paliativas.

Recentemente, a Standard & Poor''s rebaixou o rating de crédito do país de AA+ para AA. Na ocasião, a agência de classificação de risco advertiu que o espaço para aumento de impostos e que a flexibilidade do país para tributação e gastos diminuíram. "O sistema tributário francês se tornou muito complexo, quase incompreensível. Os franceses, muitas vezes, não compreendem a lógica ou pensam que o que pagam é injusto", disse o primeiro-ministro ao Les Echos.

Ayrault disse que vai se reunir com todos os sindicatos e representantes empresariais nos próximos dias para discutir a tributação do país, assim como outras questões da política econômica. Segundo o premiê, uma reforma na tributação não mudaria o nível geral de impostos para reduzir o déficit. O governo vai continuar apostando na limitação dos gastos.

O orçamento para 2014 inclui 15 bilhões de euros em redução de gastos. "Vai ser necessário continuar nesse ritmo em 2015, 2016 e 2017", ressaltou Ayrault. Fonte: Dow Jones Newswires.

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