Andressa Anholete/AFP
Andressa Anholete/AFP

Ministro diz que governo ainda avalia adiar reajuste de servidores em 2018

Dyogo Oliveira voltou a falar em frustração de receitas, mas evitou comentar prazo para definir nova meta fiscal

Eduardo Laguna, O Estado de S.Paulo

07 Agosto 2017 | 16h05

SÃO PAULO - O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, reafirmou hoje que, diante da dificuldade em alcançar a meta fiscal, o governo está avaliando a possibilidade de adiar reajustes dos servidores federais previstos para o ano que vem. 

"Há um conjunto de reajustes previstos para o próximo ano que cobre parte do governo e estamos estudando, dentro dos cenários fiscais, essa possibilidade", respondeu Oliveira ao ser questionado se o Planalto poderia adiar o reajuste de algumas categorias do funcionalismo.

Após participar de debate promovido pelo Lide sobre perspectivas ao Brasil, o ministro reconheceu que a frustração de receitas impôs ao governo a necessidade reavaliar a meta fiscal deste ano, que limita em, no máximo, R$ 139 bilhões o rombo nas contas públicas. 

Ele preferiu, no entanto, não se comprometer com um prazo para definição da nova meta, assim como evitou antecipar qual déficit fiscal será perseguido até o fim do ano. "Não há data para fechar essa questão. Não posso assegurar nem que haverá mudança", afirmou.

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Antes, durante sua participação no evento do Lide, Oliveira reafirmou a meta de reduzir o rombo nas contas públicas: de R$ 129 bilhões, previstos para o ano que vem, até um superávit próximo do neutro em 2020. 

Ele admitiu, porém, que essa perspectiva vai se "complicando" à medida que aumentam incertezas sobre "certas medidas".

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