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Ministro diz que não aconselha conversão de veículos para GNV

Segundo Nelson Hubner, governo quer política que evite expansão do consumo do gás natural veicular

LEONARDO GOY, Agencia Estado

07 de novembro de 2007 | 15h16

O ministro interino de Minas e Energia, Nelson Hubner, afirmou nesta quarta-feira, 7, que não aconselha os motoristas a fazerem novas conversões de seus veículos para que possam rodar por meio de gás natural veicular (GNV). "Eu não aconselharia", disse Hubner, em entrevista coletiva à imprensa. Segundo o ministro, a prioridade é garantir o gás para as usinas termelétricas. "Isso é uma questão de segurança energética para o País".  Ainda segundo o ministro, também é necessário garantir o suprimento de gás para a indústria e manter o abastecimento dos veículos que já rodam atualmente com GNV. "Não poderíamos abandonar aquelas pessoas que por boa fé transformaram seus veículos para rodarem a gás. O governo tem uma responsabilidade com eles", disse Hubner.  Segundo ele, o que o governo quer é que o consumo do GNV não se expanda. "A gente pode ter uma política no sentido de, pelo menos, não expandir muito fortemente a questão do GNV. Seria uma alternativa que está sendo estudada. Nunca foi prioridade nossa o desenvolvimento da indústria de GNV".  Hubner negou que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenha incentivado o consumo de gás para veículos. Segundo ele, foi o governo anterior do Rio de Janeiro, na gestão Rosinha Mateus, que incentivou o uso de GNV nos carros. Segundo Hubner o governo federal vai discutir com os Estados e as distribuidoras a definição de prioridades para o uso do gás. "O que nós queremos é que só haja expansão no momento em que houver garantia de fornecimento". O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, que também participou da entrevista, disse que na sua opinião "o uso do gás natural para veículos não é o melhor para esse combustível". Ele, entretanto, ressaltou que essa não é uma responsabilidade da Petrobras. "A Petrobras não vende GNV, ela vende gás para as distribuidoras que vendem o GNV para os postos".

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