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Ministro do Equador nega reestruturação de dívida

Após o presidente do Equador, Lucio Gutiérrez, ter gerado confusão entre os participantes de mercado ao anunciar ontem intenções de negociar os bônus globais do país, o ministro da Economia, Mauricio Pozo, negou a existência de um plano como esse. "Não há renegociação. Não há troca. O que vai haver é uma reaquisição (de dívida)", disse Pozo. O ministro afirmou que o alto custo do serviço da dívida torna necessário reduzir a carga por meio de sua recompra seguindo índices de mercado. Ele não especificou quando a recompra de dívida iria ocorrer ou como o governo vai financiar a aquisição. Em entrevista transmitida ontem pela televisão, Gutiérrez disse que as condições de mercado eram apropriadas para se tentar uma renegociação. Com a dívida do Equador sendo transacionada em níveis onerosos, o presidente disse que um swap (troca) era necessário, acrescentando que o país não poderia mais comprometer 40% do orçamento federal para o serviço da dívida. Com os comentários do presidente, os títulos da dívida do país perderam valor no mercado, mas recuperaram parte deste movimento com as explicações de Pozo. Em suas declarações de ontem, Pozo disse também que o país daria início às adiadas discussões sobre reestruturação de cerca de US$ 150 milhões em dívidas que o país tem junto ao Clube de Paris de credores bilaterais. O Equador deu o default sobre seus bônus Brady em 1999. Em 2000, houve um swap por bônus globais. Os portadores de virtualmente todos os bônus Brady participaram da troca de US$ 6,5 bilhões. Após o swap, o Equador reestruturou US$ 880 milhões em dívida do Clube de Paris. As informações são da Dow Jones.

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