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Ministro do Planejamento defende controle de gastos com benefícios sociais do governo

Segundo Dyogo Oliveira, os controles servem não para extinguir os benefícios, mas para garantir que eles sejam dados a quem realmente precisa

Álvaro Campos, Dayanne Sousa, Daniel Weterman e Luciana Collet, O Estado de S.Paulo

21 de outubro de 2016 | 12h17

SÃO PAULO - Após dizer que a trajetória da divida brasileira chegou ao "limite da sustentabilidade", o ministro do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, Dyogo Oliveira, defendeu nesta sexta-feira, 21, o ajuste fiscal pautado pelo corte de despesas. Entre as formas de reduzir gastos, ele citou redução do número de ministérios e venda de imóveis, defendendo ainda o controle de gastos com benefícios de programas sociais do governo. O ministro discursou durante seminário de infraestrutura promovido pela Câmara Americana de Comércio (AmCham) e pela Associação Brasileira de Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), em São Paulo.

"Estamos implementando uma extensa agenda de redução das despesas do governo", disse. "Temos a redução do número de ministérios, venda de imóveis, estamos atacando os problemas ainda com uma revisão detalhada de todos os programas, em conjunto com outros ministérios implementando um controle efetivo desses programas", disse Oliveira.

O ministro citou programas sociais como o Bolsa Família e o auxílio doença. Mencionou ainda o seguro-defeso. De acordo com o ministro, os controles servem não para extinguir os benefícios, mas para garantir que eles sejam dados a quem realmente precisa.

"Como é que pode ter 40 mil pessoas recebendo seguro-defeso em Brasília? Como é que pode ter gente recebendo Bolsa Família e que está registrado como empresário em algum outro tipo de cadastro?", declarou.

Ainda segundo o ministro, estudos do governo apontam que o auxilio doença consome em média R$ 25 bilhões por ano. Ele afirmou, porém, que R$ 13 bilhões são destinados a pessoas que recebem o benefício há mais de dois anos. "Já fizemos estudo e o resultado é que 80% das pessoas não estavam mais doentes", disse. 

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