Ministro do Trabalho cobra criatividade das montadoras

O ministro do Trabalho, Jaques Wagner, disse nesta quarta-feira que as empresas do setor automotivo devem ter criatividade para encontrar alternativas para a venda de veículos, como por exemplo financiamento direto para os consumidores. Segundo Jaques Wagner, isso não significa, necessariamente, uma redução dos preços dos carros zero quilômetro. As declarações do ministro foram endereçadas ao presidente da General Motors do Brasil (GM), Walter Wieland, que criticou o governo e ironizou a idéia do lançamento do carro do trabalhador. O presidente da GM também criticou a proposta de medidas emergenciais para reativar as vendas. Wieland defendeu medidas de longo prazo, alegando que ações temporárias como uma possível redução de impostos só provocará a antecipação das compras, sem qualquer resultado permanente para o setor. Ao contrário dos dirigentes das demais montadoras, o presidente da GM também defendeu a instituição de uma alíquota única de IPI (imposto sobre Produtos Industrializados) para todos os modelos de veículos. Wieland é contra os incentivos dirigidos para os carros populares porque, segundo ele, isso dificulta o desenvolvimento de modelos mundiais, que podem ser exportados. Com relação à opinião de Wieland de que não adianta o governo tomar medidas emergenciais para o setor automotivo, o ministro do Trabalho afirmou que é bom separar as iniciativas. "As parcerias existem, mas governo é governo e empresa é empresa. O que o governo vai fazer diz respeito ao governo e o que a GM vai fazer diz respeito à sua direção, onde não nos intrometemos", disse Jaques Wagner. O ministro ressaltou que o governo está tentando construir uma parceria com todo o setor automotivo no sentido de encontrar saídas que aumentem a venda e a propiciem a manutenção do emprego. Para formular uma política abrangente para toda a cadeia produtiva, o governo vai instalar amanhã o fórum de competitividade do setor automotivo.

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