André Dusek/Estadão
André Dusek/Estadão

Ministro do Trabalho se mostra contra  a terceirização da atividade-fim

Em sessão no Senado, Manoel Dias afirmou que generalizar a terceirização pode precarizar o mercado de trabalho para 40 milhões de pessoas

Bernardo Caram, O Estado de S. Paulo

19 Maio 2015 | 15h53

BRASÍLIA - O ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, se colocou contra a terceirização das atividades-fim no País. Em discurso feito nesta terça-feira, 19, em sessão temática no Senado, ele disse que a generalização da terceirização pode precarizar o mercado de trabalho.

O texto aprovado pela Câmara, e que agora será analisado pelo Senado, libera a terceirização das atividades-fim nas empresas. "Nós do Ministério do Trabalho estamos nos aliando na linha de que realmente, na medida em que não houver construção de garantias que possam impedir esta generalização da terceirização, entendemos que ela pode precarizar o trabalho", disse.

Para o ministro, a aprovação do texto nesse formato pode fazer com que a profissão de 12 milhões de terceirizados seja regulamentada, mas que os outro 40 milhões de trabalhadores com contrato direto corram risco de caírem na informalidade. "Nós temos preocupação, achamos que nos moldes em que está posta esta lei, nós teremos que construir garantias, construir instrumentos que impeçam a precarização para nós não invertermos a ordem", afirmou.

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