DIDA SAMPAIO|ESTADÃO
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Ministro defende venda de participação da Infraero em concessões

O prejuízo da estatal, que chegou perto de RS 500 milhões no ano passado, é fonte de preocupação para o governo

Lu Aiko Otta, O Estado de S.Paulo

25 de maio de 2016 | 18h44

O ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella Lessa, disse nesta quarta-feira, 25, que "não tem resistência alguma" a que a Infraero venda sua participação nos grupos que administram os aeroportos concedidos à iniciativa privada, dos quais detém 49%. O prejuízo da estatal, que chegou perto de RS 500 milhões no ano passado, é fonte de preocupação para o governo. O modelo que será adotado para a estatal, que poderá incluir a abertura de seu capital, será discutida no conselho do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) que, segundo espera, será formalizado nos próximos dias.  

O Conselho do PPI será presidido pelo presidente em exercício Michel Temer e terá em sua composição os ministros da Casa Civil, Fazenda, Transportes, Portos e Aviação Civil, Meio Ambiente e BNDES. 

A própria estrutura da pasta chefiada por Lessa ainda não foi formalizada, por isso os secretários de Aviação e Portos ainda não foram nomeados. Para a primeira, foi escolhido Dario Lopes, na cota do PR. O titular da secretaria de Portos não está definido. Será uma indicação do PMDB. 

Agências reguladoras. As indicações de nomes para as agências reguladoras devem ter "o mínimo possível de interferência política", disse Quintella. Ele comentou que o tom dessas escolhas será dado pelo presidente em exercício, Michel Temer, mas ressaltou a importância de uma certa blindagem, para garantir a estabilidade de regras. Isso, disse o ministro, é de "fundamental importância" para o sucesso dos leilões de concessão em infraestrutura.

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