Ministro francês pede segurança para investimento no Brasil

O ministro da Economia, Finanças e Indústria da França, Francis Mer afirmou que o Brasil deve oferecer condições para que os investimentos estrangeiros e locais estejam à vontade no País e confiantes no respeito aos contratos firmados. Expresso na forma de conselho às autoridades do País, essa declaração de Mer foi repetida várias vezes durante a entrevista. Ele insistiu que o Brasil precisa ter uma administração transparente em relação aos investimentos, para permitir que os atores econômicos saibam que o sistema funciona conforme regras "que não mudam" e que "vivemos no mundo do direito". Atualmente, entre os maiores países investidores no Brasil, a França ocupa o quarto lugar. Entre 1996 e 2002 esse volume totalizou US$ 11,931 bilhões. Assim como o Brasil, o governo francês colocou em andamento um polêmico plano de reforma da previdência que será aprovado amanhã, em votação solene no parlamento francês. Mer enfatizou que a aprovação da reforma no sistema de aposentadorias de países como a França e o Brasil é absolutamente importante na avaliação de investidores. Comércio Ele reconheceu hoje que um dos instrumentos importantes para o desenvolvimento econômico no Brasil está no maior acesso de produtos brasileiros ao mercado europeu. Trata-se de uma questão polêmica, tanto nas negociações da rodada de Doha, da Organização Mundial do Comércio, como no acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Européia. Entretanto, Mer aconselhou o País a se concentrar especialmente em dois pontos: maior agregação de valor ao produto agrícola e a adoção de uma estratégia de promoção comercial que permita captar o interesse duradouro do cliente, seja ele país ou empresa. Mer relatou que o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, criticou a lentidão da União Européia em tratar da maior abertura do seu mercado aos produtos agrícolas brasileiros. Porém, segundo Mer, o ministro brasileiro acabou reconhecendo que a decisão da França e da Alemanha em relação à reforma da política agrícola comum (PAC) permitirá o avanço das negociações na OMC e com o Mercosul.

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