Ministro Lavagna apresenta programa hoje ao FMI

O ministro de Economia, Roberto Lavagna, e o presidente do Banco Central, Mario Blejer, apresentarão hoje o programa monetário da Argentina ao chefe da missão do Fundo Monetário Internacional, John Thornton. Pelo programa, foi estabelecido um piso para as reservas internacionais de US$ 9 bilhões, como principal âncora monetária para controlar a emissão, um dos fatores de maior preocupação do FMI. O último dado oficial indicava que as reservas estavam em US$ 9,974 bilhões. O piso fixado também dará a limitação do BC para intervir no mercado de câmbio e no uso das reservas para tapar o déficit do Tesouro, como o pagamento de dívidas com os organismos internacionais. Pelos cálculos, poderá haver disparadas do dólar mas também haverá margem de utilização das reservas para intervir no mercado e manter a moeda em 3,50 pesos até o final do ano, segundo informou uma fonte do ministério de Economia. Contra a vontade de Roberto Lavagna, o plano elaborado por Blejer prevê a emissão de mais 7 bilhões de pesos até o final do ano. Até o momento já foi emitida uma cifra igual. Este dinheiro será utilizado nos chamados "redescontos" que são empréstimos aos bancos e formarão parte de outro plano, o de reestruturação financeira. O BC entra com esta parte e os bancos entrariam com 3 bilhões para que estes sejam dotados de liquidez. O BC planeja emitir letras (Lebac-Letras do Banco Central) no valor de 2,5 bilhões de pesos. Até agora, já foram emitidas pouco mais de 800 milhões de títulos. Viagem a WashingtonO ministro Roberto Lavagna viajará para Washington no final da próxima semana, ocasião em que deverá definir o fechamento do acordo com o FMI, conforme fonte do Ministério de Economia. John Thornton, o chefe da equipe, deverá regressar aos EUA na quinta-feira próxima, à noite, e as negociações deverão ser retomadas a partir da viagem de Lavagna, segundo a fonte. O governo acredita que o acordo deverá ser fechado até o dia 14 de junho, como disse ontem o presidente Eduardo Duhalde ao comentar que a partir desta data começa o recesso do FMI. A Argentina deverá pagar ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), a quantia de US$ 700 milhões de dólares no dia 15 do mesmo mês e outros US$ 1 bilhão, no dia 17 , ao próprio FMI. Leia o especial

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