Ministro Lavagna se reúne hoje com chefe da missão do FMI

O ministro de Economia, Roberto Lavagna, se reunirá hoje com o chefe da missão do Fundo Monetário Internacional (FMI), John Dodsworth, para tentar fechar a revisão das metas do atual acordo e abrir as discussões sobre a próxima carta de intenções. A equipe econômica tem pressa e corre contra o relógio, já que a negociação é complicada e precisa ser concluída até o dia 30 de agosto, quando se expirará o atual convênio, ou no máximo nos primeiros dias de setembro, quando vencerão dívidas de, aproximadamente, US$ 3 bilhões com o organismo. Fontes do governo argentino revelam que o presidente Néstor Kirchner está disposto a cumprir todas as exigências do organismo para fechar o acordo, exceto uma: o reajuste das tarifas dos serviços públicos privatizados. Este, segundo as fontes, seria o único embate mais duro entre as partes porque o presidente não abre mão de reajustar as tarifas somente após a revisão de cada um dos contratos com as empresas. Um processo que poderá levar até 18 meses, como declarou recentemente o ministro de Planejamento, Julio de Vido. Porém, o FMI quer o reajuste já porque considera que a falta do mesmo mascara os índices de inflação. Também existem diferenças sobre as metas fiscais. O FMI quer elevar o superávit primário de 2,5% ,em 2003, para 4% no ano que vem. O governo estaria disposto a aumentar o superávit deste ano para 3% e mantê-lo neste patamar em 2004, ou no máximo 3,5%, mas considera impossível atingir 4%. Não só as projeções de superávit mas os números atuais poderão gerar um grande conflito entre ambas as partes.

Agencia Estado,

10 Julho 2003 | 10h55

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