Ministro prevê mais pressão por reajuste salarial

O ministro do Trabalho, Ricardo Berzoini, disse hoje que a melhora no mercado de trabalho, com o crescimento do emprego por dois meses consecutivos segundo o IBGE, levará os sindicatos a intensificarem as campanhas salariais das categorias com data-base no segundo semestre. "O ambiente é muito mais favorável e os empresários têm muito mais condições de conceder mais reajustes", afirmou ele, que participou de um seminário de sindicalistas brasileiros, norte-americanos e alemães, em São Paulo.Ele acredita que "os empresários poderão reconhecer o esforço que os trabalhadores fizeram de buscar a retomada do crescimento, muitas vezes até aceitando acordos não tão bons, mas necessários em determinadas conjunturas". Berzoini prevê para os próximos meses a continuidade da criação de postos de trabalho e aumento da renda dos trabalhadores. Por não estar "exageradamente otimista", Berzoini disse que a preocupação do governo "é zelar para que haja financiamento, investimento e formação de mão-de-obra para dar sustentação ao crescimento".Tabela do IRBerzoini contrariou hoje seu colega da Fazenda, Antonio Palocci, e defendeu reajustes na tabela do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF). Na opinião dele, "indexação ruim é aquela que projeta para o futuro uma inflação ocorrida no passado em cima de elementos que não têm competitividade". No caso do Imposto de Renda, diz ele, "o ideal é sempre que sua base de incidência acompanhe os índices de preços".Para o ministro, a correção da tabela não precisa ser na mesma velocidade da inflação, "mas que acompanhe, para manter a mesma base tributária". Segundo o ministro do Trabalho, o governo pretende mudar os valores de incidência da tabela e também aumentar a progressividade".

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