Ministro promete "buraco zero" nas estradas federais

O ministro dos Transportes, Anderson Adauto, anunciou o "buraco zero", programa que pretende restaurar as principais estradas federais em três meses. "O presidente Lula tem plena consciência dos problemas de infra-estrutura e logística que prejudicam o escoamento da safra, e a primeira ação concreta será recuperar as principais estradas federais entre dezembro e fevereiro", afirmou em jantar na noite de quinta-feira na Associação Brasileira dos Exportadores de Cereais (ANEC), em São Paulo.Cumprido o "buraco zero", o ministro disse que o governo dará prioridade aos portos e às ferrovias, em 2005 e 2006. Ele destacou que é intenção do governo modificar a matriz de transportes, com a retirada do maior número de caminhões das rodovias, priorizando o transporte de cargas via ferrovia e hidrovia. "A forma mais rápida de solucionar as carências se dará por meio de parcerias entre governos e iniciativa privada, como já ocorre com as rodovias e ferrovias, cujas malhas pertencem ao governo mas são operadas pelo setor privado", disse. O ministro dos Transportes também anunciou a assinatura de um contrato entre o Ministério e o Instituto Militar de Engenharia para a execução de estudos ambientais que permitam a conclusão da pavimentação da BR-163, que liga Cuiabá a Santarém. A rodovia tem 1,7 mil quilômetros de extensão, dos quais cerca de 800 ainda não foram pavimentados, a maior parte em terras do Pará. "O objetivo deste estudo é demonstrar que é possível asfaltar o eixo preservando aquele trecho da região Amazônica", disse. "Dentro de um ano devem começar as obras".Hoje pela manhã, o ministro assinou autorização para que a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) adote as medidas necessárias ao processo de construção das avenidas perimetrais, ao longo do Porto de Santos. Com a assinatura do documento, o licenciamento ambiental para a obra já pode ser solicitado. As perimetrais, orçadas em R$ 800 milhões, têm o objetivo de desafogar o tráfego ferroviário e rodoviário em direção ao terminal portuário, disciplinando o acesso ao cais, que recebe hoje cerca de 5 mil veículos e 480 vagões diariamente.

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