Ed Ferreira/Estadão
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Ministro quer aumentar preço de energia em novo horário de pico de consumo

Atualmente, as regras estabelecem como horário de pico entre 18:00 e 22:00, mas o maior consumo de energia tem se antecipado para o período da tarde

André Borges, O Estado de S. Paulo

05 Fevereiro 2015 | 17h15

Os picos diários de consumo de energia, registrados durante a tarde, entre as 14:00 e as 19:00, levaram o governo a analisar a reprogramação de sua tabela de preços cobrados do consumidor comercial e industrial.

Hoje, as regras estabelecem como horário de pico de consumo de energia o período entre 18:00 e 22:00. Na realidade, porém, esse pico de consumo tem se antecipado para a tarde. Nos horários de pico, indústria e comércio pagam mais caro pela energia consumida. Por isso, vinham utilizando gerados e outros de autoprodução de energia para reduzir seus gastos com conta de luz. É justamente esse movimento que o governo pretende captar para o início da tarde, quando o consumo efetivo do País tem batido recordes.  

"Na realidade, estamos pagando no horário errado", disse o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga. Nas contas do ministro, a mudança do horário pode gerar uma carga extra de 8 mil megawatts (MW) por conta da mudança no horário.

Braga disse que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) está fazendo um estudo junto com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE). A mudança depende de uma regulamentação da Aneel. "Nós estamos há três semanas trabalhando intensamente, primeiro, para dimensionar o volume de geração, onde ela está. A vantagem é que essa geração está praticamente toda na região Sudeste, onde está a maior parte da carga. Isso nos traz um reforço que diminuirá esse risco", disse Braga.

"Esse tema está identificado. A Aneel está trabalhando na análise de regulação desse tema. Nós queremos antecipar o horário sazonal. Queremos trazer o horário sazonal para as duas da tarde até as 19 horas. Estamos analisando e fazendo os modelos", comentou. 

Eduardo Braga novamente evitou falar sobre as mudanças na Petrobrás.

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