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Ministro quer menos burocracia para crédito agrícola

O ministro do Desenvolvimento Agrário, José Abrão, disse hoje, em Curitiba, que é preciso viabilizar o acesso a créditos agrícolas para as famílias assentadas e pequenos agricultores. "Não precisa mais aumentar o crédito porque no ano-safra que estamos terminando agora em junho está voltando dinheiro", afirmou. "O pequeno agricultor não teve total acesso." Segundo ele, as maiores dificuldades ainda estão no sistema burocrático.Abrão disse que o governo está "trabalhando fortemente" na questão da sustentabilidade das famílias. Para a safra 2002/2003, o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) está destinando R$ 4,3 bilhões. Outro campo de trabalho do governo, segundo ele, é na melhoria do sistema de comercialização e transformação dos produtos "porque o pequeno produtor vai obter mais resultados e o produto vai chegar mais barato à mesa do consumidor". Para isso, o governo criou a Agência Regional de Comercialização (Arco). O ministro assinou convênio com o governador do Paraná, Jaime Lerner (PFL), no valor de R$ 1,4 milhão, com contrapartida de R$ 1 milhão por parte do governo estadual, para estruturar a Rede de Apoio à Comercialização da Fábrica do Agricultor. O objetivo é fazer com que os produtos saiam direto do produtor para o consumidor. "Chegamos a constatar que há produtos que saem a R$ 1,00 do pequeno produtor e chega no varejista a R$ 2,20", disse Abrão. "Tem gente com uma safra virtual no meio." A previsão é que, no Paraná, sejam beneficiadas diretamente 540 agroindústrias que produzem 1.020 itens diferentes. Além desse convênio, o ministro anunciou a liberação de mais R$ 27 milhões para o Estado, dentro do programa Banco da Terra, o que beneficiará pouco mais de 1 mil famílias. Para o País todo, o volume chega a R$ 100 milhões. Segundo Abrão, hoje há 2,5 milhões de pequenas propriedades produzindo efetivamente, sendo responsáveis, por exemplo, por 63% da produção nacional de soja. "Por isso, o apoio à produção é extremamente importante", disse.

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