André Dusek/Estadão
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Ministro recomenda redução de consumo, mas nega racionamento

Eduardo Braga, de Minas e Energia, disse que seria ‘importante’ que consumidores poupassem energia

Anne Warth, Victor Martins, O Estado de S. Paulo

14 de janeiro de 2015 | 21h35

BRASÍLIA - O ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, recomendou nesta quarta-feira aos consumidores poupar energia em suas casas. O ministro negou a necessidade de um racionamento de energia, mas disse que a atitude seria “importante”, já que o regime de chuvas está “alterado” e o nível dos reservatórios das usinas hidrelétricas está mais baixo agora do que em 2014, ano em que o País enfrentou uma seca prolongada.

“Do mesmo jeito que estamos tendo a realidade em São Paulo, em que o consumidor está tendo de reduzir o gasto de água porque há um problema hídrico, o setor elétrico está sendo vítima do ritmo hidrológico”, disse. “Não é racionamento. Temos energia. Ela existe, mas é cara.” 


Braga disse, ainda, que o sistema de bandeiras tarifárias proporciona mais transparência ao consumidor, que pode planejar seu consumo.

Braga defendeu ainda que as distribuidoras de energia renegociem os termos do empréstimo de R$ 17,8 bilhões, fechado com um consórcio de bancos no ano passado para socorrer o setor. O financiamento será pago por meio de aumentos na conta de luz nos próximos dois anos. “O alongamento de prazo é uma das alternativas”, disse.

O ministro afirmou que, no momento adequado, pretende discutir no governo o Plano Nacional de Modernização das Redes de Distribuição. Esse projeto, segundo ele, busca a eficiência elétrica, que passa por cabeamento, iluminação pública, transformadores, alimentadores, entre outros.

Cortes. Após reunião com o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, para discutir questões orçamentárias referentes ao ajuste fiscal iniciado pelo governo, ele informou que trabalhará para que as orientações sobre cortes sejam executadas. “Tratamos de Orçamento e de gastos específicos do MME. Foi uma reunião bem mais amena que as anteriores, que trataram de questões estruturantes do setor elétrico”, afirmou.

Sobre o mesmo tema, Braga garantiu que o ajuste fiscal realizado pelo governo não afetará os investimentos no setor, já que os recursos são oriundos de leilão, concessões e operações com coligadas.

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