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Ministro rejeita tese de reestatização em tele

O ministro das Comunicações, Hélio Costa, disse hoje que a idéia de se criar uma grande empresa nacional de telecomunicações, fruto da fusão entre a Oi (Telemar) e a Brasil Telecom, não significa reestatização. "Evidente que não", assegurou o ministro, negando uma interpretação que surgiu no mercado depois que anunciou, há duas semanas, a criação de um grupo interministerial para estudar o caso e a possibilidade de o governo ter poder de veto nessa empresa. "Não estou vendo reestatização, é capital privado", afirmou.Segundo o ministro, a idéia de se usar a experiência da Embraer como modelo para que o governo tenha uma golden share (ação especial com direito a veto) nesta megaoperadora não pode ser interpretada como reestatização. "É sinal de nacionalismo, de brasilidade, de preocupação com a coisa pública e com a coisa privada", afirmou. "Ou então, nós vamos simplesmente não ter uma participação brasileira no mercado de telecomunicações, porque a tendência é vender tudo."Segundo ele, a golden share é uma das alternativas para assegurar que esta empresa, que deverá se fortalecer com uma eventual fusão, não seja vendida posteriormente para um grupo internacional. O ministro ressaltou que o assunto ainda está em estudo e que essa garantia de que a empresa não será vendida pode vir por outro instrumento que não seja a golden share.

GERUSA MARQUES, Agencia Estado

14 de agosto de 2007 | 14h29

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