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Ministro vê risco de apagão no Aeroporto do Galeão durante a Copa

Na última semana, o aeroporto ficou mais de uma hora sem luz em função de um apagão

Antonio Pita, da Agência Estado,

25 de abril de 2014 | 16h20

RIO - O ministro Moreira Franco, da Secretaria Nacional de Aviação Civil (SAC), admitiu nesta sexta-feira, 25, em entrevista a internautas de uma rede social, que o Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Rio, tem risco de sofrer um apagão durante a Copa do Mundo, em junho.

"O único risco atual é o Galeão. Para evitá-lo, já marquei reunião no próximo dia 5 de maio com concessionário, Ministério de Minas e Energia, Light e Infraero para garantir que não haja esse problema", afirmou o ministro, em resposta a um internauta. Ele participou de um bate-papo com seguidores do Twitter sobre a situação dos aeroportos.

"Já tivemos falta de energia várias vezes, por pouco tempo, mas muito prejudiciais. A Light (concessionária de luz no Rio) diz que é o Galeão, e o Galeão diz que é a Light. Por isso vou colocar Light e Galeão frente a frente no próximo dia 5, para esclarecer a questão", completou.

Na última semana, o aeroporto ficou mais de uma hora sem luz em função de um apagão. Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), na sexta-feira, dia 18, os terminais 1 e 2 do aeroporto ficaram às escuras entre 21h52 e 22h07. Entretanto, funcionários do aeroporto confirmaram que até 23h30 parte do saguão ainda não tinha luz.

A pista e o pátio das aeronaves possuem geradores e operaram normalmente. Mas como o check-in precisou ser feito manualmente, houve atrasos nas partidas dos voos. As causas ainda não foram esclarecidas. O aeroporto foi concedido à iniciativa privada no início do mês.

Fortaleza. Franco admitiu que as obras no aeroporto de Fortaleza, contratadas para a Copa do Mundo, são um "grande e grave" problema para a Infraero, que administra o terminal.

"Como obra em execução, a Infraero tem um problema grande e grave, que terá de resolver", admitiu o ministro, ao ser questionado sobre o andamento das reformas. Moreira Franco ressaltou, entretanto, que para o mundial de futebol, o terminal contará com estruturas provisórias. "Para a Copa, bem, contratamos terminal provisório padrão internacional, como os usados em Londres e na África do Sul", completou.

O Ministério Público Federal do Ceará recomendou à Infraero, na última semana, que rescinda o contrato com a empreiteira responsável pela obra, que custou à estatal R$ 311,22 milhões.

Iniciadas em 2010, as obras têm apenas 25% de avanço físico. O novo prazo para conclusão é 2017. Por conta dos atrasos, a estrutura provisória foi contratada de última hora, ao custo de R$ 3,5 milhões. "Não estou satisfeito. Ao contrário: precisamos obrigar setor público e prestadores de serviço a cumprir contratos", afirmou.

O ministro também rebateu as cobranças dos internautas sobre as obras nos aeroportos de Cuiabá, Porto Alegre, Goiânia e Vitória. "Cuiabá é o único contrato que o governo federal passa recurso e o Estado executa. Mas o aeroporto estará funcionando para a Copa", defendeu Moreira Franco.

Em Porto Alegre, o ministro informou que já está em "fase final" a implantação de sistema de proteção do terminal contra neblina. O sistema deverá ser vistoriado no início de maio. Sobre Goiânia, o ministro afirmou que a obra estava há cinco anos parada. "Hoje ela foi retomada e está cumprindo o cronograma. Queremos fazer o mesmo com o aeroporto de Vitória", completou.

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