Aris Messinis/AFP
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Grécia discute reformas antes de reunião com credores

Segundo jornal grego, ministros das Finanças e da Economia avaliam capitalização de bancos, privatizações e reformas no mercado de trabalho, medidas exigidas por credores para o socorro financeiro do país

Sérgio Caldas, O Estado de S. Paulo

04 de agosto de 2015 | 10h28

Os ministros gregos de Finanças, Euclid Tsakalotos, e da Economia, Giorgos Stathakis, vão se reunir nesta terça-feira, 4, com representantes dos credores internacionais da Grécia para discussões sobre a capitalização de bancos e sobre um programa de privatização, como parte de esforços no sentido de se fechar um acordo de ajuda financeira, informou o jornal grego Kathimerini.

Segundo oficiais dos ministérios, a ideia do encontro é avaliar esses assuntos antes da primeira rodada de negociações com enviados dos credores, prevista para esta quarta-feira, 5. Além disso, equipes técnicas devem discutir também hoje a polêmica questão da reforma do mercado de trabalho grego.

Em comentários à emissora de TV Skai, a porta-voz do governo, Olga Gerovasili, disse que o processo para a elaboração de um acordo começará nesta quarta-feira.

Autoridades em Atenas têm sinalizado que querem finalizar o acordo e submetê-lo ao Parlamento até 18 de agosto para que haja tempo suficiente para o desembolso dos empréstimos. A Grécia precisa honrar um pagamento de € 3,2 bilhões ao Banco Central Europeu (BCE) no próximo dia 20.

Para garantir um acordo, Atenas terá de atender uma série de exigências. Os credores querem que a Grécia se comprometa a concluir todas as privatizações pendentes, incluindo as de portos e aeroportos, e inicie a venda de novos ativos.

Em relação aos bancos gregos, as conversas de hoje devem se concentrar em como lidar com empréstimos inadimplentes e implementar a capitalização do setor. De acordo com o Kathimerini, as necessidades do banco vão ser avaliadas com base nos resultados de um teste de estresse, que deverão ser divulgados até 4 de setembro. Calcula-se que os quatro bancos sistêmicos do país necessitem de pelo menos € 10 bilhões.


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