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Ministros da UE apóiam tarifas retaliatórias contra EUA

Os ministros de Relações Exteriores da União Européia (UE) deram seu apoio às propostas exigindo tarifas retaliatórias contra as exportações norte-americanas, apesar das ações conciliatórias por parte dos EUA, que isentaram de sobretaxas de importação alguns produtos europeus de aço. Pascal Lamy, comissário de Comércio da UE, disse que essa decisão envia "um claro sinal político" a Washington de que a UE se manterá unida e não buscará acordos individuais. A UE está questionando junto à OMC a imposição de tarifas pelos EUA sobre o aço importado, mas está planejando implementar suas próprias medidas enquanto o caso está sendo estudado. A UE afirma que as tarifas norte-americanas são ilegais segundo as normas da OMC. A Comissão da UE preparou duas listas de produtos que podem ser afetados com as tarifas de retaliação, no valor de até 939 milhões de euros (US$ 889,4 milhões). Lamy disse que a UE apresentará as listas à OMC em Genebra este mês, mas acrescentou que os governos europeus não decidirão sobre a implementação da lista menor, no valor de US$ 341 milhões até meados de julho. Na última sexta-feira, o Departamento de Comércio dos EUA anunciou que isentará 61 produtos de aço importado e poderá acrescentar outras isenções antes do prazo final em 3 de julho. Aproximadamente 40 empresas alemãs entraram com pedido de isenção. Autoridades do comércio dos EUA admitiram que Washington estava propenso a isentar produtos europeus de aço, pois alguns desses produtos servem "mercados de nicho" não abastecidos pelas siderúrgicas norte-americanas. "Algumas dessas isenções estão sendo solicitadas por exportadores americanos", disse Lamy. A UE afirmou que poderá impor a menor lista de tarifas, que inclui tudo desde o suco de laranja da Flórida e legumes congelados a produtos de papel, se achar que os EUA "não decidiram sobre exclusões de produtos economicamente significativos". Se a OMC julgar que as tarifas do aço impostas pelos EUA violam as normas do comércio, a UE poderá impor uma outra lista mais extensa, no valor de US$ 547 milhões. Uma decisão da OMC não é esperada nos próximos dois anos.

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