Ministros de Finanças revisam progresso para acordo de Doha

Vinte e quatro ministros de Finanças se reuniram no sábado para revisar o progresso na tentativa de finalizar as pendências da rodada de Doha, após sete grandes potências comerciais terem concordado em pressionar por um acordo nas negociações, que se arrastam há uma década, até julho.

JONATHAN LYNN, REUTERS

29 de janeiro de 2011 | 13h35

O almoço dos ministros de Finanças, um evento tradicional promovido pelo governo suíço durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, acontece enquanto membros da Organização Mundial de Comércio (OMC) intensificam os esforços para chegar a um acordo.

Negociadores na sede da OMC em Genebra, que intensificaram o ritmo das conversas nas últimas semanas, têm esperado que os ministros em Davos dêem um sinal claro que pretendem fazer as concessões e acertos necessários.

Sete dos principais ministros concordaram na sexta-feira a fazer exatamente isso e trabalhar para preparar um esboço do acordo até julho.

"Todos concordam que devemos tentar fazer isso até julho," disse a repórteres Karel De Gucht, comissário de comércio da UE.

"Não temos um acordo hoje --você tem um acordo quando tem um acordo. Mas todo mundo está empenhado para conseguir isso," disse ele após o jantar que a UE ofereceu aos ministros de Austrália, Brasil, China, Índia, Japão e EUA.

ÚLTIMA CHANCE?

Líderes do fórum do G20 chamados para fechar um acordo em Seul no ano passado disseram que 2011 representa uma janela de oportunidades, que muitos negociadores e economistas acreditam que poderá ser a última.

As conversas vêm se arrastando desde o seu começo, no final de 2001, na tentativa de abrir os mercados mundiais e ajudar os países pobres a se beneficiarem do comércio.

Mas as autoridades dizem que agora há uma nova esperança no ar.

O comércio está em alta na agenda dos EUA, à medida que o governo do presidente Barack Obama se prepara para levar os acordos de livre comércio com a Coreia do Sul e a Colômbia, para o Congresso.

Washington pede aos grandes países emergentes como China, Índia e Brasil que abram mais os seus mercados para os negócios estrangeiros, inclusive os norte-americanos, como um reflexo do seu crescimento econômico.

As economias emergentes alegam que o acordo já está em vigor, baseadas na última intensa rodada de negociações de 2008, e que, se Washington quiser mais, terá que pagar com maiores concessões.

O acordo de julho não seria a versão final, mas as linhas gerais de um acordo, como por exemplo, fórmulas para reduzir tarifas e exceções importantes para poder deixar o resto do ano livre para que os negociadores completem os detalhes.

Isso já possibilitaria que se atendesse ao pedido do G20, com o acordo final pronto para encontro de ministros da OMC, em dezembro. Mas o prazo será curto.

Tudo o que sabemos sobre:
MACRODAVOSDOHA*

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.