Ministros defendem veto a alta de 7,7% a aposentados

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o do Planejamento, Paulo Bernardo, defenderam hoje o veto ao reajuste de 7,7% para aposentadorias com valor acima de um salário mínimo, em reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo os ministros, ainda não houve uma decisão do presidente Lula sobre o assunto.

RAFAEL MORAES MOURA, Agencia Estado

24 de maio de 2010 | 14h41

"O presidente vai pensar, ainda está analisando. Porém, a nossa posição foi de que se mantivesse o veto, por questões de manter a solidez orçamentária do governo, pensando nos gastos públicos", defendeu Mantega.

Segundo Bernardo, o governo estuda uma alternativa para o veto ao reajuste de 7,7%. "Ficou muito difícil, porque se ele vetar, não poderá fazer outro reajuste, vamos ter de ver qual é a alternativa para resolver esse problema."

"Temos de dar um reajuste, porém, não pode ser tudo isso que o Congresso está propondo", afirmou Mantega. O ministro da Fazenda ressaltou a importância de deixar as finanças públicas em situação sólida para os próximos governos.

Fator previdenciário

Além do veto ao reajuste de 7,7% para as aposentadorias acima de um salário mínimo, os ministros da Fazenda e do Planejamento defenderam o veto ao fim do fator previdenciário, aprovado no Congresso Nacional. De acordo com Bernardo, a extinção do fator previdenciário será vetada pelo presidente Lula.

No entanto, o ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, informou que o presidente ouviu a exposição dos ministros da área econômica, sem decidir sobre os dois temas.

"Qualquer decisão que o presidente venha a tomar vai ser uma decisão que cumpre a responsabilidade fiscal", disse Padilha. "O presidente não vai permitir que qualquer clima eleitoral ou qualquer proposta de qualquer setor da sociedade venha a comprometer a estabilidade fiscal do País", acrescentou.

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