Ministros desconheciam texto para Alca discutido em Trinidad

Os ministros que integram a Câmara de Comércio Exterior (Camex) não receberam cópia da proposta que o Brasil levou para a reunião preparatória para formação da Área de Livre Comércio das Américas (Alca), encerrada no último final de semana em Trinidad e Tobago. A informação é do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan. Segundo Furlan, ele tem se inteirado sobre o assunto pelos jornais. "Não tenho informações intragovernamentais sobre o que foi discutido na última reunião da Alca. O noticiário que eu tenho é o que estou lendo", completou. Para ele, as negociações da Alca são importantes estrategicamente para o Brasil e "precisam ser compartilhadas entre os integrantes do governo, via Camex". Furlan acrescentou que o País tem uma responsabilidade adicional no processo por ser co-presidente das negociações para formação do bloco e que por isso não pode ter uma posição individual. "O Brasil tem que se preocupar em construir a Alca ou então abandonar a posição de co-presidente", completou. As declarações de Furlan foram feitas um dia depois do ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, ter afirmado que o Itamaraty atuou de "forma rígida e intransigente". As declarações do ministro Rodrigues também foram feitas com base no noticiário internacional.

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