Ministros discutem formato do Banco do Sul na Argentina

Representantes dos países do Mercosul vão ratificar decisões de sua última reunião, há dois meses

Marina Guimarães, da Agência Estado,

27 de junho de 2008 | 11h53

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, está reunido nesta sexta-feira, 27, com os ministros da área da Argentina, Paraguai, Uruguai, Bolívia, Equador e Venezuela, para avançar nas definições sobre o formato do Banco do Sul. Mantega desembarcou em Buenos Aires no final da tarde de quinta, onde se reuniu com seu colega argentino, Carlos Fernández, que ocupa o cargo desde 25 de abril. Os ministros vão ratificar as decisões da última reunião do grupo, feita em Montevidéu, há dois meses, quando a Argentina não enviou representantes porque ocorreu exatamente no dia seguinte à noite da renúncia do ex-ministro Martín Lousteau. Naquela ocasião, os ministros decidiram detalhes sobre o capital da entidade e a participação de cada país.  Especialistas e autoridades de vários países participaram na segunda-feira passada, em Quito, de uma reunião para discutir a "nova arquitetura financeira regional: o Banco do Sul". Na ocasião, os especialistas concluíram que o novo modelo deve ser alternativo ao aplicado por instituições financeiras como o Fundo Monetário Internacional e Banco Mundial. Comércio sem dólar A visita do ministro Mantega à Argentina também tem um propósito: avançar na simplificação do comércio entre os dois países. A eliminação do dólar nas transações comerciais bilaterais está cada vez mais próxima, segundo informações de Mantega, publicadas pelo jornal argentino Página 12. "O dólar será substituído pelas moedas locais, peso e real, a partir de setembro próximo", diz o jornal. O ministro disse que os problemas técnicos que impediam a operação foram solucionados e compatibilizados com as normas de comércio exterior. Os primeiros testes com o novo regime terão início na próxima semana para que possa entrar em funcionamento em setembro. A eliminação do dólar nas transações comerciais bilaterais é considerada um passo prévio a um programa de moeda única para o Mercosul.

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