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Ministros pedem retomada das negociações de Doha

Ministros da Economia de todo o mundo pediram nesta terça-feira a retomada das negociações comerciais no início da Rodada de Doha e alertaram que não atuar neste sentido reforçará o protecionismo e trará danos ao crescimento global.Ministros e dirigentes dos Bancos Centrais, de países que vão desde a Grã-Bretanha a Cingapura, passando por China e Colômbia, insistiram durante a reunião inaugural da Assembléia Anual Conjunta do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial (BM), sobre a necessidade de retomar os diálogos iniciados em julho.Rodrigo Rato, diretor geral do FMI, uniu-se ao pedido, ao assinalar que "a suspensão da Rodada de Doha é muito decepcionante e prejudicial", e insistiu que "há muito em jogo para aceitarmos um fracasso".Rato alertou que a incapacidade dos países em alcançar um acordo alimenta uma "crescente tendência ao bilateralismo, no melhor dos casos, e ao protecionismo, no pior deles".Durante seu discurso para representantes dos 184 países membros do FMI e do BM, Rato insistiu ao G-7 e aos países emergentes que atuem com rapidez para dar um novo impulso às negociações."No comércio, o mundo vai avançar, por bem até um maior crescimento e oportunidades, ou retrocederá a um nacionalismo estreito", afirmou Rato, que destacou que nesse sentido, não há uma via intermediária.A necessidade de resgatar as negociações de Doha foi um tema recorrente na maioria dos discursos pronunciados nesta terça-feira no encontro em Cingapura."Espero sinceramente que sejamos capazes de concluir com êxito a Rodada de Doha", afirmou Bharat Jadgeo, ministro da Economia da Guiana, que atualmente preside o comitê de diretores do Banco Mundial."Um comércio maior, impulsionado por uma maior abertura, foi um elemento fundamental do crescimento econômico durante muitos anos e é, certamente, uma das grandes lições oferecidas pela Ásia", disse Jadgeo.O ministro da Fazenda da Colômbia, Alberto Carrasquilla, presidente do Comitê de Desenvolvimento, órgão conjunto do FMI e do BM no qual estão representados todos os membros da entidade, também apontou a necessidade de maior abertura econômica."O Comitê clama aos membros da Organização Mundial do Comércio (OMC) que concedam a seus ministros do Comércio a flexibilização necessária para renovar as negociações até o final do ano", afirmou Carrasquilla.As negociações comerciais da OMC tiveram início em Doha, capital do Qatar, em novembro de 2001 e foram suspensas em julho de 2006 pelo desacordo sobre os passos necessários para pôr fim aos subsídios agrícolas nos países desenvolvidos e as demandas insatisfeitas de que os países em desenvolvimento abram seus mercados.A Rodada de Doha busca reduzir as barreiras comerciais e assegurar que os países em desenvolvimento desfrutem das vantagens de uma maior liberalização comercial, mesmo que muitos ativistas acusem os países ricos de colocarem seus interesses à frente disto.Os ministros presentes no encontro esperavam concluir as negociações e alcançar um acordo antes do final de 2006, prazo que agora mostra-se difícil de ser alcançado. Assim, Gordon Brown, ministro da Economia britânico, se mostrou otimista em relação ao assunto, durante uma coletiva de imprensa concedida no sábado, 16.Brown explicou que parte de seu otimismo deve-se ao fato dos países desenvolvidos terem se comprometido em entregar 4 bilhões de dólares às nações em desenvolvimento se as negociações fossem positivas.Ela afirmou também que durante os diálogos mantidos em Cingapura, com líderes de diferentes países, pôde observar uma clara vontade para impulsionar a Rodada de Doha.Além disso, representantes comerciais de 18 países agrícolas têm uma reunião prevista, a partir de quarta-feira, em Cairns (Austrália), para discutirem como dar um novo impulso as conversas de Doha.

Agencia Estado,

19 de setembro de 2006 | 11h19

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