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Ministros querem investimento em pesquisas de agroenergia

Para eles, Brasil precisa investir em novas tecnologias para manter liderança no setor nos próximos anos

Fabíola Salvador, da Agência Estado,

15 de agosto de 2007 | 16h03

O ministro interino de Minas Energia, Nelson Hubner, afirmou nesta quarta-feira, 15, que o governo estabeleceu a prioridade na produção de etanol a partir da cana-de-açúcar, mas acrescentou que é preciso investir em pesquisa para que o País mantenha a liderança neste tipo de produção.  "Se pararmos de pesquisar, seremos ultrapassados na questão da agroenergia", disse ele, que participou do lançamento da pedra fundamental para a construção da unidade de agroenergia da Embrapa. Segundo o ministro, é preciso investir nas pesquisas para produção de etanol a partir da celulose e de enzimas.  O ministro de Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende, disse que o futuro da agroenergia é muito promissor e que o Brasil precisa manter e ampliar sua liderança neste segmento. Rezende defendeu a reorganização das unidades estaduais de pesquisa, que teriam, segundo ele, uma ligação articulada com a Embrapa. Ele contou que isso já aconteceu, mas que a pesquisa passou a ser descentralizada nos últimos anos.  Já o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, disse que o Brasil sabe muito pouco em relação ao biodiesel e que a Embrapa desenvolve pesquisas para avaliar a viabilidade da produção a partir de algumas plantas. Stephanes também lembrou do zoneamento agrícola para a cana-de-açúcar como forma de anular comentários de que a cultura poderia ocupar a Amazônia. "É preciso entrar neste mercado de forma ordenada", disse.O presidente da Embrapa, Silvio Crestana, lembrou que a última unidade do instituto de pesquisa foi construída há 17 anos e que a construção de um centro de agroenergia mostra a importância que o governo dá a este segmento.  O terreno onde será construída a unidade tem 11.480 metros quadrados e foi doado pelo governo do Distrito Federal. A unidade ficará nas proximidades da Embrapa Sede, que fica no final da Asa Norte, em Brasília. A área edificada terá 1.200 metros quadrados. A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e o Tesouro Nacional doaram R$ 10 milhões para a construção.

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