Ministros ratificam plano de ação do G-7 contra crise

Diretor do FMI disse esperar que as bolsas "entendam" a importância do sinal enviado hoje para o mundo

EFE

11 de outubro de 2008 | 18h59

Os ministros da Economia de todo o mundo deram neste sábado, 11, seu apoio "enérgico" ao plano de ação do G7, que reúne os sete países mais ricos, contra a crise financeira internacional.   Veja também: G7: 'todos os meios' contra a crise Bolsa cai 20% em semana de pânico  Como o mundo reage à crise  Confira as medidas já anunciadas pelo BC contra a crise Entenda a disparada do dólar e seus efeitos Especialistas dão dicas de como agir no meio da crise A cronologia da crise financeira    "Os 185 membros estão comprometidos com o plano de ação" do G7, disse Youssef Boutros Ghali, ministro das Finanças do Egito e presidente do Comitê Monetário e Financeiro Internacional (IMFC, em inglês), principal órgão diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI).   "Apoiamos o uso de instrumentos excepcionais" contra a crise, afirmou em coletiva de imprensa Boutros Ghali, que acrescentou que esse respaldo coletivo "é essencial para restabelecer a confiança" nos mercados.   Do mesmo modo, o diretor-gerente do FMI, Dominique Strauss-Kahn, disse esperar que as bolsas "entendam" a importância do sinal enviado hoje pelos Governos de todo o mundo.   O IMFC emitiu um comunicado ao término de sua reunião de hoje no qual expressa seu apoio "enérgico" ao plano do G7, formado por EUA, Alemanha, França, Canadá, Reino Unido, Japão e Itália.   Nesse plano assinado ontem, o G7 se comprometeu a utilizar todos os recursos disponíveis para evitar a quebra de grandes bancos e garantir que contem com capital suficiente.   Em sua declaração, o IMFC também alertou que muitos países emergentes podem ser prejudicados pela crise e disse que o FMI está pronto para ajudá-los "rapidamente" com empréstimos de emergência.   "É fundamental que os países avançados e as economias emergentes coordenem ações conjuntas", afirma a nota.

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