Ministros visitam porto na Europa

No roteiro, Roterdã e o aeroporto de Frankfurt

VERA ROSA / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

23 de agosto de 2012 | 03h05

A poucos dias de fechar o pacote de concessões de portos e aeroportos, o governo prepara uma viagem de ministros à Europa, na próxima semana, para obter informações sobre o modelo de funcionamento do aeroporto de Frankfurt, na Alemanha, e do porto de Roterdã, na Holanda. Chefiada pela ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, a comitiva pretende sair de Brasília em 31 de agosto e retornar em 3 de setembro.

Além de Gleisi, os ministros Leônidas Cristino (Portos), Wagner Bittencourt (Aviação Civil) e também Bernardo Figueiredo - escolhido para presidir a recém-criada Empresa de Planejamento e Logística - devem integrar o grupo. Há divergências no governo sobre a conveniência da privatização de aeroportos e, ainda, sobre o modelo de renovação dos contratos de terminais portuários. A expectativa é que o roteiro sirva para aparar arestas.

Em Frankfurt, os ministros vão conversar com a Fraport, que participou dos leilões dos aeroportos de Guarulhos, Viracopos e Brasília, para verificar se a empresa tem interesse em ser sócia minoritária da Infraero no controle dos aeroportos do Galeão (RJ) e de Confins (MG).

A Fraport opera o aeroporto de Frankfurt, um dos mais movimentados do mundo. Os leilões de Confins e Galeão integram a nova etapa do Programa de Investimento em Logística, que a presidente Dilma Rousseff deve anunciar em setembro. A ideia era que o lançamento do plano ocorresse no dia 5, mas polêmicas relativas ao modelo a ser adotado devem adiar o anúncio para depois do feriado de 7 de Setembro.

O secretário do Tesouro, Arno Augustin, sempre quis manter a Infraero no controle de novos consórcios e, ao que tudo indica, ganhou a aposta. Até ontem, seu nome era citado como possível integrante da comitiva à Europa, mas Dilma não havia batido o martelo sobre a participação do auxiliar, homem de sua confiança.

Contratos. Se divergências ocorrem para fechar o pacote de concessões nos aeroportos, elas não são menores nos portos. É por isso que ministros pretendem visitar o porto de Roterdã, o mais importante da Europa. Bastante utilizado para o comércio de produtos agrícolas, recebe todos os anos cerca de 300 milhões de toneladas de mercadorias.

Dilma quer renovar parte dos contratos de terminais portuários arrendados à iniciativa privada, mas vai exigir investimentos. Ela também pretende quebrar monopólios de empresas que operam terminais com ociosidade. Empresas como a Petrobrás, porém, não se interessam em mudar as regras agora nem em dividir espaço com concorrentes.

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