Minoritários da TIM podem ser prejudicados

A discussão envolve o 'tag along', instrumento que obriga o comprador das ações dos controladores a fazer uma oferta pública aos minoritários, mas CVM já foi contrária a isso em caso parecido

Anne Warth e Dayanne Souza, O Estado de S. Paulo

25 de setembro de 2013 | 02h07

O aumento da participação da Telefônica na Telco pode suscitar um novo debate na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) sobre os direitos dos minoritários da TIM Brasil. A discussão envolve o "tag along", instrumento que obriga o comprador das ações dos controladores a fazer uma oferta pública aos minoritários pelo mesmo valor pago pelas ações dos controladores. Analistas do Credit Suisse lembraram, porém, que houve decisão anterior da CVM contrária ao "tag along" em caso parecido. Em 2007, quando a Pirelli vendeu fatia de 23% na Telecom Itália, o negócio não foi tratado pela CVM como uma mudança de controle no Brasil.

As dúvidas sobre os desdobramentos da negociação entre espanhóis e italianos ainda são muitas. Em relatório, o Bank of America Merrill Lynch chegou a considerar a hipótese de a Telco ser dissolvida, o que alteraria a participação da Telefônica na Telecom Itália e até mesmo desobrigaria a venda da TIM.

A Telefônica explicou que, por enquanto, comprou só ações preferenciais da Telco, mantendo sua participação no capital votante em 46,18% - isso não obrigaria mudanças na TIM. Porém, a empresa esclarece que tem a opção, a partir de janeiro, de elevar sua fatia no capital votante para 64,9%, o que poderia afetar a operadora brasileira.

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