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Miriam Belchior pede ao BID ajuda à América Latina

A ministra do Planejamento, Miriam Belchior, pediu ontem que o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) fique de prontidão para ajudar os países da América Latina que venham a sofrer um impacto mais forte caso haja uma piora da economia mundial, criando mecanismos emergenciais de assistência financeira.

MONTEVIDÉU, O Estado de S.Paulo

20 de março de 2012 | 03h03

"Nossos avanços foram fruto de muitos sacrifícios. Não é justo, portanto, que o custo da crise internacional provoque retrocesso em nossas conquistas", disse a ministra, em discurso na assembleia de governadores, como são chamados os representantes oficiais dos países, no último dia da reunião anual do BID.

Miriam ressaltou que, apesar de todas as previsões apontarem que a economia da América Latina crescerá em 2012 acima da média internacional, o cenário da economia mundial é ainda de "forte incerteza". "É fundamental que o banco continue apoiando ações demandadas por situações de emergência, em casos, por exemplo, de desastres naturais e intervenções anticíclicas", disse a ministra.

Em entrevista à Agência Estado, Miriam disse que o Brasil apoiará a proposta do BID de criar um fundo de contingência de US$ 8 bilhões para ajudar os países latino-americanos a adotarem políticas anticíclicas para atenuar os eventuais efeitos negativos da crise atual ou para ajudá-los em caso de desastres naturais. Os recursos viriam das próprias reservas do banco. "Lembramos, no entanto, que a introdução desses mecanismos (financeiros) não resolve por si só a questão fundamental da disponibilidade de recursos."

No seu discurso, a ministra destacou ainda o compromisso do Brasil com o Haiti e pediu ao BID para apoiar projetos "estruturantes" naquele país. Ela também convidou os participantes da reunião anual do BID a virem ao Brasil para participar da cúpula Rio +20.

Fundo. O presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Luis Alberto Moreno, anunciou ontem que a instituição está criando um fundo, em parceria com o Export/Import Bank of China, no valor US$ 1 bilhão para promoção do desenvolvimento econômico da América Latina.

O BID fornecerá um empréstimo de US$ 150 milhões ao novo fundo, enquanto o Eximbank chinês contribuirá com a mesma quantia de investimentos. O restante será levantado por meio de captações desse fundo no mercado de capitais. Segundo Moreno, o fundo deverá entrar em operação ainda neste ano.

A proposta surgiu de uma carta de intenção entre o BID e o Eximbank chinês na reunião anual do BID em 2011, quando as duas instituições anunciaram o propósito de estabelecer um mecanismo de financiamento para projetos do setor público e privado em 26 países-membros elegíveis para empréstimos do BID.

Em comunicado, Luis Alberto Moreno disse que a parceria do fundo é "um exemplo de como o BID poderá desempenhar um papel fundamental para uma maior cooperação entre América Latina e China". / F.A.

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