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Miriam Belchior pede que BID esteja pronto para ajudar América Latina

Ministra ressalta que, apesar de as previsões para a economia da América Latina serem otimistas, o Banco deve ficar de prontidão para auxiliar países caso haja piora na economia mundial

Fábio Alves, enviado especial,

19 de março de 2012 | 14h14

MONTEVIDÉU - A ministra do Planejamento, Miriam Belchior, pediu nesta segunda-feira, 19, que o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) fique de prontidão para ajudar os países da América Latina que venham a sofrer um impacto mais forte caso haja uma piora da economia mundial, criando mecanismos emergenciais de assistência financeira.

"Nossos avanços foram frutos de muitos sacrifícios. Não é justo, portanto, que o custo da crise internacional provoque retrocesso em nossas conquistas", disse a ministra durante discurso na assembleia de governadores, como são chamados os representantes oficiais dos países, no último dia da reunião anual do BID.

Miriam ressaltou que apesar de todas as previsões apontarem que a economia da América Latina crescerá em 2012 acima da média internacional, o cenário da economia mundial é ainda de "forte incerteza". "É fundamental que o banco continue apoiando ações demandadas por situações de emergência, em casos, por exemplo, de desastres naturais e intervenções anticíclicas", afirmou a ministra.

Em entrevista exclusiva à Agência Estado no último domingo, 18, Miriam disse que o Brasil apoiará a proposta do BID de criar um fundo de contingência de US$ 8 bilhões para ajudar os países latino-americanos a adotar políticas anticíclicas para atenuar os eventuais efeitos negativos da crise financeira atual ou para ajudá-los em caso de desastres naturais. Os recursos viriam das próprias reservas do banco.

"Lembramos, no entanto, que a introdução desses mecanismos (financeiros) não resolve por si só a questão fundamental da disponibilidade de recursos", acrescentou.

No seu discurso, a ministra destacou ainda o compromisso do Brasil com o Haiti e pediu ao BID para apoiar projetos "estruturantes" naquele país. Ela também convidou os participantes da reunião anual do BID a virem ao Brasil para participar da cúpula Rio +20.

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