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Miro negocia com empresas e não descarta reajuste pelo IGP-DI

O ministro das Comunicações, Miro Teixeira, reconheceu hoje que o governo não pode impedir que as operadoras de telefonia apliquem o Índice Geral de Preços Disponibilidade Interna (IGP-DI) para a correção das tarifas dos serviços telefônicos este ano. Ele informou, porém, que o governo está tentando sensibilizar as empresas para que apliquem índices menores. Segundo o ministro, as empresas estão até demonstrando disposição de reduzir um pouco o índice do reajuste, mas, segundo ele, a proposta de redução ainda é insuficiente e ficaria em torno de 29%. Além disso as empresas estão utilizando um mecanismo previsto em contrato que permite a aplicação de 9% de reajuste nas assinaturas, além do IGP-DI, nas contas telefônicas. "Mas se as empresas falarem ´não aceitamos, vamos aplicar´, então está bom, então aplica", comentou o ministro logo após palestra sobre telefonia no Clube de Engenharia, onde foi homenageado. Ele disse, no entanto, que devido à grande inadimplência dos consumidores de telefonia "não há bom senso na aplicação plena do IGP-DI", e informou que já uma decisão judicial, em Santa Catarina, determinando a redução do reajuste de 30% para 10%. O ministro informou ainda que na segunda-feira haverá outra rodada de negociações com as empresas para definir as alterações de regra de cálculos nos contratos de 2006 a 2026.Miro Teixeira reiterou em seu discurso no Rio que não há qualquer intenção do governo de quebrar contratos ao renegociar a forma de reajuste das tarifas do setor. "Não estamos quebrando contratos. Queremos acabar com a indexação dos contratos entre 2006 e 2026", afirmou. O ministro frisou ainda que a renegociação das tarifas não é um ato isolado de seu gabinete: "Quando digo que nós estamos querendo acabar com a indexação, me refiro a nós do governo e não somente o meu ministério".Ele destacou que "o centro das rediscussões sobre tarifas é a desindexação" e fez ainda um desafio aos críticos da intenção do governo de acabar com o uso do IGP-DI para reajustes de contratos de telefonia. "Queremos acabar com a indexação. Quem for contra, que diga, e traga argumentos para isso", afirmou.

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