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Missão da UE desembarca na terça em Brasília

Um negociador europeu, representandoa direção de comércio da União Européia (UE), desembarcará naterça-feira, em Brasília, com a finalidade de concluir asnegociações do acordo dos têxteis e vestuário. Para a efetivaçãodo acordo, o Brasil deverá assumir o compromisso de que a taxaadicional de 1,5% sobre a tarifa ad valorem - uma cobrança feitaem acordo com os países do Mercosul, será eliminada a partir dejaneiro de 2003, conforme está previsto desde a sua criação, em1997. Segundo o embaixador brasileiro às comunidades européias Graça Lima, "o Brasil não pode tomar uma decisão pelo Mercosul mas a eliminação total desta taxa adicional - quando foi criadaera de 3% - está prevista para o fim deste ano. De qualquerforma, haverá uma reunião do Conselho, no próximo mês de julho,onde a medida poderá ser ratificada, mas não vejo grandesproblemas em vislumbrarmos a conclusão das negociações dostêxteis". Uma fonte comunitária disse à AE que "ocorrendo ocompromisso do Brasil de que o acordo entre os países doMercosul será cumprido conforme o previsto na ocasião da criaçãoda taxa adicional, cremos que poderemos assinar o acordo nasemana que vem" . Os europeus abriram mão da demanda de que o Brasileliminasse a taxa adicional de frete de 25% cobrada pela MarinhaMercante há mais de 30 anos sobre todos os produtos importados,com exceção aos produtos provenientes dos países do Mercosul eda ALA DI - Associação Latino-Americana de Integração (Uruguai,Argentina, Paraguai, Chile, Peru, Bolívia, Equador, Colômbia,Venezuela e México). Uma outra fonte européia disse que "a UE também fazquestão do compromisso brasileiro explícito de que o setor detêxteis e vestuário será beneficiado logo na primeira fase deliberalização das tarifas, quando o acordo com o Mercosul entrarem vigor e isso ainda não está claro na proposta". Na prática o que está acontecendo é que os pontos finaisda negociação serão fechados em Brasília. Existe a previsão deque a taxa adiconal de 1,5% seja eliminada no fim do ano, masqualquer país do Mercosul pode pedir uma prorrogação, durante apróxima reunião do Conselho, prevista para julho. O Brasilpoderá bloquear uma eventual proposta, mas o impasse estarácriado e o compromisso com os europeus poderá estar assinado.Estas são as interrogações com as quais o negociador europeudesembacará no Brasil, na próxima semana. Troca - A negociação do setor brasileiro de têxtil evestuário com a UE começou no dia 14 de março, em Bruxelas. Atroca de propostas entre os dois lados sofreu alguns atrasos emrelação à previsão inicial. Pelo acordo, as duas partes secomprometeriam a uma série de medidas de facilitação de negócios(barreiras não-tarifárias). A UE suspenderia cotas para dezcategorias de produtos e, em troca, o Brasil não aumentaria astarifas vigentes dos têxteis, que variam entre 4% e 20%. Pelo que poderá ser assinado neste acordo, as tarifashoje vigentes serão todas dimunuídas em 1,5%. As dez cotasbrasileiras abrangem os segmentos de fio de algodão, tecidos cru algodão tinto, sintético e de fibras sintéticas, t-shirts,calças, roupas de cama e mesa e os felpudos.

Agencia Estado,

09 de junho de 2002 | 18h45

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