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Missão do Brasil vai à China discutir defesa comercial

O governo brasileiro quer reduzir o número de contenciosos com a China. Na próxima semana, a secretária de Comércio Exterior, do Ministério do Desenvolvimento, Lytha Spíndola, embarca para a China onde durante dois dias terá encontros com integrantes do governo chinês para discutir defesa comercial. A China é o país contra o qual o Brasil abriu o maior número de processos de investigação por dumping. São 15 ao todo, incluindo casos em que já foram aplicados direitos antidumping em andamento.O Brasil quer mostrar às autoridades chinesas que tem todo interesse em estreitar as relações comerciais com aquele país e admite, inclusive, rever estes processos. "Nós podemos fazer a revisão desses processos antidumping, mas queremos que esta visita permita reduzir, daqui para frente, iniciativas de investigação de defesa comercial que, mais tarde, não vão prosperar ou que podemos resolver com conversas preliminares entre governos", disse Lytha.Os produtos investigados são de pouca relevância na pauta de comércio brasileira. Trata-se, por exemplo, de garrafas térmicas, ventiladores, lápis, cadeados e bicicletas.A secretária disse que a visita será importante para explicar às autoridades daquele país os ritos seguidos no sistema de defesa comercial brasileiro e para conhecer como a China está implantando o seu sistema, já que passou, recentemente, a ser membro da Organização Mundial do Comércio (OMC)."Estaremos dizendo que temos interesse comercial muito importante com a China, mas que a matéria tem um rito próprio específico. No entanto, se a gente puder, com a prestação desses esclarecimentos, melhorar nossas consultas de forma a minimizar o contencioso comercial bilateral, nós vamos fazer", disse.A China foi eleita como um dos dez mercados prioritários para o Brasil. Somente este ano, já estiveram na China o ministro do Desenvolvimento, Sergio Amaral, o secretário-executivo da Câmara de Comércio Exterior (Camex), Robério Silva, e o secretário de Desenvolvimento da Produção, Reginaldo Arcuri. "Vamos mostrar para os chineses que o Brasil tem, sim, interesses importantes, prioritários e estratégicos no mercado chinês e que nós temos tudo para construir parcerias e cooperações na área comercial, de investimentos e parcerias. Esta é a mensagem do governo brasileiro que eu vou levar aos chineses", disse a secretária.

Agencia Estado,

07 de novembro de 2002 | 20h14

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