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Missão do FMI chega à Argentina para finalizar acordo

A nova missão do Fundo Monetário Internacional (FMI) dará início hoje à tarde ao que o governo espera que seja a última etapa de negociações para fechar o acordo de três anos com o país. Os técnicos que desembarcaram em Buenos Aires pela manhã são chefiados pelo representante permanente do FMI na Argentina, John Dodsworth, e pelo auditor do Cone Sul, John Thornton. O ministro da Economia, Roberto Lavagna, espera que as próximas horas sejam suficientes para destravar o acordo que esbarrou nas diferenças entre as partes sobre as metas de superávit primário. O governo quer uma meta de 3% do PIB anual, enquanto que o FMI quer que esse percentual seja crescente até chegar a 4,5% em 2006. Para o FMI, um superávit menor que o proposto não permitirá ao governo fazer uma proposta séria para reestruturação da dívida.Também existem algumas pendências políticas para o fechamento do acordo, como a postura que o governo adotará sobre a recomposição das tarifas dos serviços públicos privatizados. O grande problema na demora para se concluir a negociação afeta não só a Argentina mas também ao FMI. Isso porque, se o acordo não for anunciado até o dia 9 de setembro, provavelmente, o país entrará num novo default, desta vez, com o próprio FMI e demais organismos multilaterais de crédito.CaloteO default é dado como certo, porque o presidente Néstor Kirchner não está disposto a utilizar dinheiro das reservas do Banco Central para pagar nenhuma dívida, nem mesmo que seja um pagamento temporário ao FMI, quem o devolveria após a assinatura do acordo. O default não interessa nem à Argentina, nem ao FMI e, por isso, a nova missão começaria a discutir hoje uma alternativa. Segundo fontes do Ministério da Economia, a alternativa consistiria em assinar o acordo antes do dia 9 e em definir as metas da carta de intenção somente para os próximo ano. Seria uma espécie de mini-acordo até dezembro deste ano, dentro de um longo acordo para os próximos três anos.

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