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Missão do FMI deve pedir início das reformas, diz Sudameris

Os economistas do Banco Sudameris acreditam que a missão do FMI deve vir ao Brasil com um objetivo um pouco diferente do que está sendo esperado. "Acreditamos que o FMI não deva pedir aumento de superávit, mas sim o início das reformas que dariam um ganho de qualidade aos superávits", diz Rita Rodrigues. Ela afirma que o FMI poderá levar em consideração que o aumento da dívida veio pelo câmbio e que o setor público consolidado tem gerado superávits bons. Na opinião da economista do Sudameris, o PT deve estar preocupado, entre outras coisas, com a possibilidade de perda de arrecadação a partir de janeiro, conforme está previsto em lei, com a redução da alíquota do Imposto de Renda, atualmente de 27,5%. O Orçamento do ano que vem, lembra Rita Rodrigues, prevê aumento da arrecadação. O problema, diz ela, é que as receitas também devem subir."As receitas deverão crescer nominalmente, mas deverão cair em porcentuais do PIB. As despesas devem se manter estáveis na relação com o PIB, mas devem aumentar nominalmente", diz a economista, explicando que isso deverá ocorrer porque embute a projeção de inflação para 2003. "Isso gera preocupações sobre como poderá ser dado um reajuste do salário mínimo e de onde sairão os recursos para o programa Fome Zero. Por isso é que o PT deve estar querendo flexibilizar as metas de superávits, no sentido de se criar um colchão (como fez o governo Clinton nos EUA)", diz a analista do Sudameris.

Agencia Estado,

08 de novembro de 2002 | 15h14

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