Missão do FMI prolonga estada no Brasil

A missão técnica do Fundo Monetário Internacional (FMI) decidiu, ontem, permanecer mais um dia em Brasília para discutir com o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, aspectos da reforma tributária. Segundo o chefe da missão, Jorge Marquez-Ruarte, o ministro da Fazenda pediu que a missão permaneça mais um dia na capital porque gostaria de conversar com seus membros sobre alguns pontos dessa reforma. "Ele quer conversar um pouco mais sobre a experiência em outros países", disse o chefe da missão, após reunião de mais de duas horas e meia, ontem à noite, no Ministério da Fazenda, que contou também com a participação do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles; dos diretores de Política Monetária do BC, Luiz Fernando Figueiredo; de Política Econômica, Ilan Goldfajn; e de Assuntos Internacionais, Beny Parnes. Ruarte observou que todas as reformas propostas pelo governo brasileiro são "muito importantes". Jorge Marquez-Ruarte disse que, como as conversas com a equipe econômica brasileira estão "muito boas", a missão decidiu continuá-las. Destacou, também, que "tudo caminha muito bem" com relação às discussões envolvendo as negociações da segunda revisão do acordo, firmado entre o governo brasileiro e o fundo, em setembro do ano passado. Ruarte informou, também, que a revisão do acordo deverá ser apreciada pela diretoria do Fundo a partir da segunda quinzena de março. Após a aprovação, o governo brasileiro terá o direito de sacar cerca de US$ 4,2 bilhões. O chefe da missão do FMI esclareceu que a presença do presidente e dos diretores do Banco Central no encontro de ontem à noite, no Ministério da Fazenda, com o ministro Antonio Palocci, foi necessária porque, paralelamente à revisão do acordo, a missão de técnicos está preparando um relatório sobre as perspectivas da economia brasileira, documento que é obrigatório para todo país membro do Fundo. A elaboração desse relatório está definida no artigo IV do Estatuto do FMI. A reunião de ontem à noite seria a última de negociação da missão do Fundo com o governo brasileiro. Mas, com a decisão de permanecer mais um dia, as conversas deverão prosseguir hoje.

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