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Missão do FMI vem ao Brasil semana que vem

Uma missão do Fundo Monetário Internacional chega ao Brasil na próxima semana para fazer a última revisão do acordo firmado entre o País e a instituição, em agosto passado, e manter os primeiros contatos com a futura administração por intermédio do chefe da equipe de transição, Antonio Palocci. O diretor de Departamento do Hemisfério Ocidental , Anoop Singh, que é também conselheiro do diretor gerente do Fundo, Horst Kohler, chefiará a missão.Segundo fontes, não há dúvidas no FMI de que a revisão levará à aprovação, ainda este ano, da segunda parcela de US$ 3 bilhões do crédito de US$ 30 bilhões que a instituição concedeu ao Brasil para ajudar a manter a estabilidade e preservar a confiança dos investidores durante o período de transição de governo. Pessoas familiarizadas com o pensamento do FMI disseram ao Estado que a direção da instituição desautoriza especulações sobre exigências de aumento do superávit fiscal que Singh levaria aos representantes da futura administração. "Isso é ´non-sense´ e seria um comportamento deplorável por parte do FMI começar a dar esse tipo de mensagem. Nenhum decisão foi tomada e o Fundo só adotará uma posição depois de estudar cuidadosamente as alternativas com a nova equipe econômica?, disse a fonte. ?Na verdade, análises iniciais do Fundo sugerem que não será necessário um aperto adicional. O problema essencial continua a ser de confiança. O impacto de qualquer aumento do saldo primário seria trivial comparado com o que um choque positivo de confiança pode produzir?, afirmou.Segundo a fonte, as contas do Brasil estão nos trilhos e o País provavelmente superará as metas na próxima revisão. A escalação da equipe econômica e iniciativas concreta de política no que resta da atual legislatura no Congresso são duas das oportunidades que o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva tem para ganhar a confiança do mercado, informou. A fonte concluiu comentando declaração que o presidente do Armínio Fraga fez, na quinta-feira passada, quando afirmou que o Brasil poderá obter, com a execução de novas reformas estruturais previstas no programa do presidente eleito, os mesmos efeitos estabilizadores de um aumento do ajuste fiscal. "Como sempre, o Armínio está certo", disse.Na mensagem de congratulações que enviou ao presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva, Horst Kohler manifestou o desejo de manter, com seu governo, um diálogo com a mesma qualidade com o que o FMI tem com a atual equipe econômica.

Agencia Estado,

06 de novembro de 2002 | 17h12

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