Missão dos EUA vem ao Brasil visitar centrais de inseminação

A comitiva formada por representantes do governo brasileiro e de empresas produtoras de material genético conseguiu acertar a vinda de uma missão técnica americana para inspecionar as centrais de inseminação. O acordo foi fechado hoje durante reunião da qual participaram, pelo lado brasileiro, o responsável pela Coordenação de Trânsito e Quarentena Animal do Ministério da Agricultura, Luiz Felipe Ramos Carvalho, o gerente do Consórcio de Exportação Brazilian Cattle Genetics, Gerson Simão e o diretor José Rubens de Carvalho, da Associação Brasileira de Criadores de Zebu (ABCZ).Pelo lado americano compareceram o diretor comercial do departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) para as Américas Bob Bokma, os veterinários seniores do departamento, Omundo Castilla e Arnaldo Vaquer e o senador americano Javier Souto. Segundo o supervisor de Relações Internacionais do consórcio, Jorge Dias, este pode ser considerado mais um passo nas negociações para permitir a abertura do comércio de material genético bovino para os Estados Unidos, que poderá se estender também aos países da América Central.De acordo com Dias, o Ministério da Agricultura vai encaminhar nos próximos dias o pedido de solicitação para a vinda da missão e os procedimentos técnicos adotados pelas empresas brasileiras na produção de sêmen e embrião. A expectativa é de que a visita ocorra ainda no primeiro semestre. O protocolo sanitário vigente entre os dois países permite a exportação de material genético, mas as exigências por parte do governo americano tornam o envio dos produtos inviável.Antes de realizar a comercialização, os americanos exigem a presença de técnicos do USDA durante a coleta do sêmen nas centrais brasileiras e depois a análise do material pelas autoridades americanas nos EUA. Por conta disso, o custo da vinda dos veterinários, que deverá ser arcado pelas próprias centrais, é muito elevado dificultando a exportação de produtos.A comitiva brasileira apresentou como alternativa, que o departamento norte-americano indique um técnico para treinar veterinários brasileiros ou que sejam indicados profissionais do próprio USDA no Brasil, que mantém escritório em Brasília. Além disso, foi sugerida uma parceria entre os dois órgãos governamentais para supervisão conjunta. O valor deste processo será definido posteriormente.No ano passado, o Brasil exportou mais de 123 mil doses de sêmen para países da América do Sul, África e Ásia, crescimento de 81% em relação a 2004. Apenas a Brazilian Cattle comercializou 110 mil doses de sêmen, chegando a um faturamento de US$ 400 mil. As estimativas são de que a abertura do mercado não só nos Estados Unidos, como também com os centro-americanos mais do que dobraria este montante, com um acréscimo de US$ 500 mil por ano.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.