Missão egípcia no País fecha acordos de intenção de negócios

Órgão responsável pela atração de investimentos no Egito oferece tributação reduzida para empresas brasileiras

Giuliana Vallone, do estadao.com.br,

05 de junho de 2009 | 18h10

O Egito realizou nesta semana a primeira missão técnica do país no Brasil, com o objetivo de atrair investimentos brasileiros e estreitar as relações comerciais com as empresas e entidades brasileiras. Para isso, ofereceu uma redução de tributação para as empresas que decidirem investir no país. Os encontros no País renderam dois acordos de intenções: um entre a General Authority for Investment (GAFI) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (APEX) e outro entre a Industrial Development Authority (IDA) e o Sindipeças.

 

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Segundo a vice-presidente da GAFI, órgão responsável pela atração de investimentos internacionais no Egito, Neveen El Shafei, os acordos visam "aumentar e fortalecer a relação entre as instituições através de trocas de informações e oportunidades de negócios".

 

A missão estava inicialmente marcada para acontecer no segundo semestre de 2008, mas foi adiada em decorrência do início da crise econômica. Questionada sobre qual a importância dos acordos com o Brasil em meio à crise, Neveen afirmou que, "em um momento como esse, é preciso fazer uso das oportunidades que aparecem e o Egito reconheceu a importância de aumentar os investimentos recebidos de diversos países do mundo."

 

"O Brasil é o maior exportador de capital em vários mercados, como China, Argentina. Eu acho que foi um momento bastante oportuno para captar os investidores brasileiros", disse ela. Durante os encontros, a GAFI ofereceu benefícios para as empresas investirem no Egito, como uma redução de 42% para 20% na tributação de empresas.

 

"Observamos os investimentos do Brasil nos últimos anos e vimos que o País vem investindo em alguns países da África, como a Argélia. Não vemos razão para o Egito não captar esses investimentos também", completou Neveen.

 

Segundo a GAFI, os setores de fertilizantes, alimentos, gado vivo e equipamentos agrícolas demonstraram interesse em investimentos e parcerias. A fabricante brasileira de equipamentos agrícolas, Guarany, quer começar a exportar para o Egito, para depois estabelecer alguma parceria para produzir no país.

 

Outra empresa que mostrou interesse foi o frigorífico Minerva, que já exporta carne para o mercado árabe e buscou as oportunidades de exportação de gado vivo para posterior abate e produção de carne no país árabe.

 

Mercado financeiro

 

Neveen ainda teve encontros com representantes de alguns bancos no País, como o Banco Central, BNDES, Bradesco e UBS e HSBC e da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Segundo ela, eles esses encontros serviram para entender melhor o cenário macroeconômico e o mercado de ações do Brasil, "que é um dos maiores do mundo", afirmou.

 

Além disso, segundo ela, o encontro na Bovespa serviu para explorar possibilidades de cooperação entre a Bolsa brasileiro e a Bolsa egípcia. "A missão no Brasil superou minhas expectativas. Em pouco tempo, conseguimos cobrir diversas áreas de negócios", concluiu.

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