Missão européia dará conselhos para controle de aftosa

O ministro da Agricultura, Luís Carlos Guedes Pinto, afirmou nesta quinta-feira que a missão técnica da União Européia (UE), que visitou nos últimos dias fazendas de Mato Grosso do Sul, apresentará um relatório preliminar na próxima segunda-feira, em Brasília. O relatório final, segundo ele, deve ser apresentado em 30 dias.Esse documento deve trazer informações sobre as impressões que os técnicos europeus tiveram sobre as medidas de controle adotadas pelo Brasil para conter os focos de febre aftosa constatados em Mato Grosso do Sul e Paraná no ano passado. Por causa da aftosa, a União Européia suspendeu as compras de carne de Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo.Ele comentou, ainda, a chegada de uma missão técnica da Rússia, na semana que vem, para inspecionar fazendas em Mato Grosso do Sul e Paraná. Ele disse que espera que ao final do encontro o governo russo reveja o embargo imposto à carne brasileira.Inauguração O ministro da Agricultura participou na manhã desta quinta da inauguração do Centro de Controle da Informação Meteorológica, no Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), em Brasília. O novo centro inaugurado por Guedes funcionará 24 horas por dia e irá monitorar diretamente cada sensor de cada estão meteorológica do País. Essas informações serão repassadas aos produtores, que poderão ter uma melhor previsão sobre o clima durante o plantio e a colheita.Guedes Pinto, que assumiu o cargo na segunda-feira da semana passada, fez um discurso muito parecido com o de seu antecessor, Roberto Rodrigues. Ele disse que há no Brasil uma preocupação não só com a produção de alimentos para uma população mundial crescente, mas também com a questão ambiental e com a produção de energia renovável.Combustível e plantaçãoSegundo ele, 40% do combustível consumido pelos automóveis no Brasil é representado pelo álcool. Guedes Pinto salientou que as perspectivas para o biodiesel são "extraordinárias". Segundo ele, no Brasil há cerca de 100 milhões de hectares de terras agricultáveis, que podem ser incorporadas ao processo produtivo sem, segundo ele, derrubar uma árvore sequer.O ministro citou, ainda, que outros 220 milhões de hectares hoje são ocupados por pastagens. Mas as pesquisas mostram que é possível produzir mais carne e mais leite numa área ocupada menor. Essas áreas de pastagem poderão ser destinadas à agricultura. O Brasil produz, segundo o ministro, cerca de 28 milhões de toneladas de açúcar e é o maior produtor mundial. A produção de álcool deve alcançar este ano 17 bilhões de litros, também a maior produção mundial. Ele ressaltou que essa produção é possível numa área plantada com 6 milhões de hectares com cana-de-açúcar.

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