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Missões do FMI e do Bird vêm à Argentina

A Argentina receberá nesta semana duas missões técnicas de organismos internacionais. A primeira, do Banco Mundial (BIRD), chegará hoje. A segunda, do Fundo Monetário Internacional (FMI), chegará depois de amanhã. O enfoque principal de ambas missões será o sistema financeiro argentino e as alternativas para a saída do "corralito", já que o governo ainda não conseguiu desenhar a reestruturação do sistema, muito menos fechar um acordo com os bancos para liberar os depósitos congelados. O presidente do Banco Central, Mario Blejer , não acompanhará o trabalho das missões porque se encontra em Genebra, onde participa das reuniões do Comitê do Banco de Basilea, o qual reúne os bancos centrais de todos os países. BID emprestará US$ 694 milhõesO presidente Eduardo Duhalde e o ministro de Economia, Roberto Lavagna, se reunirão hoje, à tarde, com o presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Enrique Iglesias, e seu representante em Buenos Aires, Jorge Elena. O encontro ocorrerá no Salão Branco da Casa Rosada, com toda a pompa exigida para receber o único banqueiro disposto a emprestar dinheiro para a Argentina num momento em que o mundo inteiro fechou suas portas ao país. O BID emprestará US$ 694 milhões de dólares que serão desembolsados ao longo dos próximos 12 meses para os planos sociais de emergência que envolvem a compra de medicamentos, bolsas escolares, programas de habitações e de trabalho, infra-estrutura básica para regiões mais carentes, dentre outros.O dinheiro não poderá ser usado para cobrir rombos fiscais, nem para o pagamento de juros e de capital da dívida externa com os organismos multilaterais de crédito, como o Banco Mundial, com quem a Argentina tem uma dívida de US$ 800 milhões de dólares para ser paga no próximo dia 15. Para este compromisso, o governo terá mesmo de recorrer às reservas do Banco Central, como informou uma fonte do ministério de Economia à Agência Estado. "Diante da impossibilidade dos países vizinhos, como o Brasil, de nos emprestar, provisoriamente, o dinheiro para este pagamento, não há outra alternativa além das reservas do Banco Central", disse a fonte esclarecendo, no entanto, que este assunto ainda não está totalmente decidido.PacoteO empréstimo do BID já estava previsto antes da declaração do default argentino e não tem nada a ver com a ajuda financeira que o governo está negociando com o Fundo Monetário Internacional, o qual terá a participação do organismo. Se estima que Enrique Iglesias discutirá com o presidente Duhalde sobre a disponibilidade dos recursos que o BID destinará à Argentina dentro do pacote de ajuda que está em discussão com o FMI. Nenhum dos lados fala em números mas a imprensa argentina tem apostado numa cifra em torno de US$ 1,5 a US$ 2 milhões de dólares que serão destinados ao financiamento das exportações.Leia o especial

Agencia Estado,

13 de maio de 2002 | 07h41

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