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Mistura de 25% evitaria variação forte de preço, diz Pádua

O diretor técnico da União da Agroindústria Canavieira de São Paulo (Unica) disse nesta quarta-feira em entrevista ao vivo ao AE-Agronegócios que se não houver um aumento na mistura de álcool anidro na gasolina de 20% para 25% os preços continuarão a ter picos de alta e fases de baixa. "Há sete semanas os preços estão em baixa. Se nada for feito, vão continuar com tendência de queda, o que provocará aumento de demanda e, no final da safra teremos uma quantidade de produto que será compatível com uma nova alta de preços", afirmou. "O que queremos com o aumento da mistura é diminuir essa volatilidade".Segundo Pádua, 65% da safra já foi processada e a oferta de álcool é um bilhão de litros maior que no período do ciclo passado. Tal incremento deve-se à entrada em operação de 12 novas usinas, a uma área agrícola 11% maior e ao aumento da produtividade da cana provocada por um "veranico" entre abril e maio. Em contrapartida, o consumo caiu 15% por conta de dois motivos: a redução da mistura em vigor desde o ano passado e preços mais altos na comparação com o ano passado. Mas independente do aumento da mistura, o setor vai comercializar todo o álcool produzido na safra, diz Pádua. "Haverá álcool para um determinado tamanho de mercado e determinado nível de preços. Com preços em queda a demanda vai aumentar e sobrará menos produto no final da safra", afirmou.

Agencia Estado,

06 de setembro de 2006 | 18h35

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