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Mittal inaugura projeto que consumiu US$ 1,8 bi

Antiga CST terá capacidade produtiva elevada em 50%

Alberto Komatsu, O Estadao de S.Paulo

29 de novembro de 2007 | 00h00

A ArcelorMittal Tubarão, antiga Companhia Siderúrgica de Tubarão (CST), vai obter uma receita adicional de US$ 1,2 bilhão com a ampliação de sua produção, estimou ontem o presidente da companhia, José Armando Campos. A capacidade da usina vai passar dos atuais 5 milhões de toneladas anuais para 7,5 milhões de toneladas de aço por ano, após investimento total de US$ 1,8 bilhão. A obra de expansão será inaugurada amanhã com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do presidente da ArcellorMittal, Lakshmi Mittal. Além dos investimentos em Tubarão, a ArcelorMittal Brasil, holding da usina capixaba, vai investir US$ 120 milhões na ArcelorMittal Vega, localizada em Vega do Sul (Santa Catarina), unidade de laminação e galvanização de bobinas de aço. De acordo com Campos, também presidente da holding, a capacidade de produção de Vega vai passar das 900 mil toneladas anuais de bobinas para 1,3 milhão de unidades com as obras de ampliação, que começarão ano que vem e deverão ser concluídas em 2010."Estamos elevando nossa capacidade de geração de caixa com novos investimentos e capacidade de crescer no Brasil", afirmou Campos. Segundo ele, na usina de Tubarão também estão sendo investidos US$ 80 milhões na laminadora que faz bobinas. A capacidade dessa unidade vai ser duplicada das atuais 2 milhões de toneladas por ano para 4 milhões de toneladas em 2009. Nesse caso, no entanto, Campos explica que a unidade de laminação está produzindo acima da sua capacidade, com 40% de produção adicional, ou 2,8 milhões de toneladas. Por isso, com a ampliação, é possível que o limite chegue próximo a 5 milhões de toneladas anuais. A usina de Tubarão já começou a produzir no ritmo necessário para alcançar as 7,5 milhões de toneladas anuais previstas com a expansão, informou ontem Campos. Por isso, diz o executivo, em 2007, será possível chegar a 6 milhões de toneladas de aço. Desse total, 2,2 milhões de toneladas serão destinadas ao mercado interno na forma de bobinas a quente, estimou o executivo. Uma das principais obras de ampliação em Tubarão foi a construção do terceiro alto-forno, que entrou em funcionamento no dia 21 de julho. O equipamento tem capacidade de produção de 8,5 mil toneladas por dia de ferro-gusa (matéria-prima do aço). O alto-forno 1, segundo Campos, deverá parar para manutenção em 2010, sendo que já tem 24 anos de operação ininterruptos. O alto-forno 2 ainda não tem previsão de parada, porque tem apenas nove anos de atividade. AÇO DE CONSTRUÇÃOA ArcelorMittal Aços Longos (ex-Belgo Mineira) também pretende dobrar a produção da Unidade João Monlevade, localizada em Minas Gerais, que produz aços longos - produtos mais usados na construção civil.Segundo Armando Campos, o investimento ainda não foi definido, mas a idéia é alcançar uma produção de 2,4 milhões de toneladas anuais.

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