MMX negocia venda de ações à Anglo American por US$5,5 bi

A mineradora MMX, doempresário Eike Batista, anunciou nesta quinta-feira que estáem negociações exclusivas com a subsidiária da Anglo Americanpara vender uma parte da empresa por 5,5 bilhões de dólares. "É positivo para o setor como um todo, porque mostra aconsolidação e a valorização dos ativos de minério no mundo",informou a analista da Àgora Cristiane Viana. O minério de ferro, principal negócio da MMX, passou poruma explosão de preços nos últimos anos, com alta da ordem de71,5 por cento em 2005; 19 por cento em 2006 e 9,5 por cento em2007. As negociações de preços em andamento sinalizam para novoajuste entre 30 e 50 por cento. A analista lembrou que a Anglo já estava no Brasil e porisso a notícia não deverá ter grande impacto, "mas mostra que aAnglo está querendo aumentar a sua presença em minério, que nãoé tão forte como a da Vale e da BHP ", avaliou. Segundo comunicado enviado à Comissão de ValoresMobiliários (CVM), a Anglo poderá comprar "as ações depropriedade de Batista de emissão de uma nova sociedade a serconstituída ("Newco"), no âmbito de uma cisão de determinadosativos e passivos da MMX". Ainda de acordo com a nota, "se a Operação deReestruturação for concluída, a Newco deterá a participação daCompanhia de 51 por cento no Sistema MMX Minas-Rio (excluída aparticipação acionária de 51 por cento na LLX Minas-Rioatualmente detida pela LLX), bem como a participação de 70 porcento da Companhia no Sistema MMX Amapá". Os termos da operação incluirão, ainda, o pagamento pelaNewco à MMX de uma participação econômica futura, devida apartir de 2023, em relação à MMX Amapá, e a partir de 2025, emrelação à MMX Minas-Rio, além de outros compromissos mútuos daspartes envolvidas. Uma subsidiária integral da Anglo American atualmente jádetém participação de 49 por cento no Sistema MMX Minas-Rio ena LLX Minas-Rio. (Reportagem de Denise Luna; Edição de Roberto Samora)

REUTERS

17 de janeiro de 2008 | 11h36

Mais conteúdo sobre:
COMMODSMMX

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.